Os Billy the Kids do Rock and Roll

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Por

Billy Joel, Billy Idol, Billy Corgan e Billie Joe, como mocinhos e bandidos criados por IA

- Você deve ser William Munny. O assassino covarde que matou mulheres e crianças!

- Sim... Já matei quase tudo que anda ou rasteja neste mundo. E vim aqui matar você, Little Bill!

 

Esse diálogo eu revi na noite de segunda-feira, em uma das cenas finais de Os Imperdoáveis, western maravilhoso de 1992, um dos meus preferidos, dirigido pelo genial Clint Eastwood, que sempre revejo quando aparece na programação de algum canal de TV por assinatura.

O personagem de Clint, que também é o ator principal, é um fora da lei que tenta mudar de vida e encara um perverso xerife interpretado pelo brilhante Gene Hackman. Os dois rivais chamam-se William. Ambos, Bill. Nomes e apelidos normais na sociedade americana desde a colonização inglesa e a formação dos EUA. Aconteceu algo parecido por aqui quando herdamos dos portugueses o nome comum "Antônio" e o simplificamos, no diminutivo, para "Toninho".

Ter revisto Os Imperdoáveis foi a cereja do bolo para a finalização da ideia desta coluna, que surgiu semanas atrás, conversando com um amigo, quando lhe disse que estava pensando em escrever um texto sobre Billy Joel. Dias depois, assisti a um documentário sobre Billy the Kid, famoso fora da lei do Velho Oeste americano, mocinho para alguns, bandido para outros, e, coincidentemente, ao ouvir o álbum Piano Man, do grande músico, dei de cara — e ouvidos — com a canção folk-country The Ballad of Billy the Kid.

Assim que os dias foram se passando, fiquei pensando nos músicos de que gosto que usam Billy como nome artístico e achei que a coluna poderia ficar melhor se eu falasse um pouco sobre alguns deles, ao invés de apenas um, o Joel. Fui misturando e costurando ideias e cheguei à conclusão de que seria bacana criar um bando de mocinhos e foras da lei típicos das ricas histórias do Velho Oeste americano, com os músicos os representando. Além do xerife Billy Joel, os mocinhos ou bandidos seriam Billie Joe, da banda Green Day; Billy Corgan, do Smashing Pumpkins; e Billy Idol.

Pedi ajuda ao irmão Marcoz para criar, na IA, os quatro músicos caracterizados como personagens de faroeste para ilustrar a ideia. E escrevi um pouco sobre pequenos detalhes da vida e da carreira de cada um deles e de alguns dos seus ótimos álbuns.

 

- William Martin Joel – Bronx – Nova Iorque – 77 anos
Billy Joel – Álbum Piano Man – 1973

 

Billy, o xerife que escolhi para cuidar dos rebeldes dessa gang fictícia do Velho Oeste, que criei para ilustrar o tema desta coluna, também nunca ficou longe de embates em toda a sua carreira. Sempre se posicionou politicamente a favor de candidatos do Partido Democrata americano, além de travar brigas com um empresário vigarista que quase o levou à falência.

O músico, em brigas menos pesadas, se aborrecia com os que insistiam que ele deveria viver em Los Angeles, e não na sua amada Nova Iorque. Duas de suas famosas canções, My Life e New York State of Mind, falam sobre esse tema.

Nascido e criado no Bronx, o bairro mais pesado da cidade, Joel é o sexto americano que mais vendeu álbuns até hoje, desde que o seu primeiro grande sucesso, Piano Man, do álbum de mesmo nome, foi lançado em 1973.

Mesmo a contragosto, pressionado pelas gravadoras, as baladas melosas Just the Way You Are e Honesty Transformaram-se em estrondosos sucessos de vendas e nas rádios.
Do seu álbum clássico Piano Man, que é o da minha preferência, destaco, além da faixa-título, You're My Home, Stop in Nevada e The Ballad of Billy the Kid.

 

- Billie Joe Armstrong – Oakland – Califórnia – 54 anos
Billie Joe (Green Day) – Álbum American Idiot – 2004

 

Para essa gang, eu não poderia deixar de escolher um músico do punk rock, principalmente um dos que batem forte na cultura e na sociedade americana. Billie Joe, que, além de grande músico e compositor, nas horas vagas trabalha — e muito — como ator em filmes e séries, talvez seja, da geração formada na década de 1990, o que menos medo teve de colocar para fora discursos contra o American way of life.

O californiano começou na música cedo. Aos 5 anos, gravou a sua primeira canção e, aos 14, montou a sua primeira banda, a The Sweet Children, que depois virou o Green Day. Billie entrou de cabeça para valer depois de assistir ao seu primeiro show de rock, do Van Halen, em 1984, uma das bandas que, no início, o inspirou, além dos Ramones, The Replacements e Hüsker Dü.

E é claro que o álbum que escolheria, entre tantos outros do Green Day, do seu líder Billie Joe, é o American Idiot, o segundo de maior sucesso e vendas da banda, atingindo mais de 20 milhões de cópias em todo o planeta.

As minhas preferidas dessa quase ópera-rock punk, que acabou virando um musical da Broadway, com o roqueiro como ator principal, são: a faixa-título do álbum; Jesus of Suburbia; Letterbomb; a belíssima Wake Me Up When September Ends, que Joe compôs em homenagem ao pai, que morreu quando o músico tinha 10 anos; e Homecoming, que é dividida em cinco partes.

 

- William Patrick Corgan Jr. – Elk Grove Village – Illinois – 59 anos
Billy Corgan (Smashing Pumpkins) – Mellon Collie and the Infinite Sadness – 1995

 

Corgan acumula polêmicas em sua carreira musical com declarações fortes sobre a indústria da música, embates públicos com ex-integrantes de suas bandas, além de opiniões políticas e culturais provocativas que geram fortes debates na internet.

Desde cedo, bem cedo, ainda criança, esse outro Billy escolhido para a gang foi considerado um gênio musical precoce, um autodidata, aprendendo a tocar sozinho, principalmente guitarra, o primeiro instrumento com que teve contato: uma Gibson Les Paul usada, presenteada por seu pai, um renomado guitarrista de jazz de Chicago.

Corgan começou a tocar inspirado em várias bandas de rock que ouvia na adolescência, como Black Sabbath, Queen, Boston, ELO, Rush, entre outras. Um pouco mais tarde, acabou descobrindo e tendo mais afinidade com bandas de outros estilos, como The Cure e Bauhaus.

E foi em 1987, quando montou a sua própria banda, e a de maior sucesso, o Smashing Pumpkins, que o cantor e guitarrista começou a preparar terreno para que, no início dos anos 1990, fosse apresentado para valer ao mercado musical, lançando os seus primeiros álbuns, que abriram as portas para aquele que, até hoje, é o seu maior sucesso: o incrível Mellon Collie and the Infinite Sadness, de 1995.

E minhas preferidas são: a instrumental de abertura, que dá nome ao longo álbum, de mais de duas horas de duração e 30 faixas; a que vem em seguida, Tonight, Tonight, com a voz arranhada, espinhosa, quase preguiçosa, de Corgan; Bullet with Butterfly Wings; Where Boys Fear to Tread; e Tales of a Scorched Earth.

 

- William Michael Albert Broad – Stanmore, Reino Unido – 70 anos
Billy Idol – Álbum Rebel Yell – 1983

 Além de um xerife e de mocinhos americanos, para esse bando fictício de Billys resolvi escolher um britânico, que iniciou a sua história musical em Londres, durante a década de 1970, como cantor de punk rock, fazendo parte da banda Generation X, que lançou três álbuns, até se mudar para Nova Iorque e se unir ao ótimo guitarrista americano Steve Stevens, lançando o seu primeiro álbum solo.

Mas foi com o segundo, o espetacular Rebel Yell, de 1983, que Idol atingiu o seu maior sucesso nos EUA, conquistando fama em vários outros países.

Durante o seu período de início de carreira em Londres, Billy criou alvoroço e ódio quando se apresentava em shows exibindo suásticas para, segundo ele, seguir a tendência do momento no cenário punk, agredir a mídia, provocar o cenário musical da época e alertar para o crescimento do fascismo.

Nos anos 1990, já consolidado nos EUA, o roqueiro se deteriorava na heroína, confessando que, para tentar se livrar do vício, trocou-a pelo consumo de crack. Hoje, Idol afirma que se livrou das drogas e que seus pensamentos e atitudes políticas e sociais são progressistas.

O nome Rebel Yell, álbum que é o meu preferido de Billy, foi copiado de uma marca de uísque bourbon americano, e as minhas preferidas deste clássico são: a faixa-título, que também abre o álbum; a baladona que estourou nas FMs, Eyes Without a Face; Blue Highway; e Catch My Fall.

Obs. Não utilizo IA - Inteligência Artificial para escrever os meus textos para a coluna.