On the Rocks

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Por CAL GOMES

Escoceses, ingleses e australianos juntos e misturados na capa de Highway to Hell

Emparedado entre os dias de feriados prolongados e uma "obra de igreja" interminável aqui no meu chalé, fiquei em dúvida sobre qual o tema que escolheria para a coluna desta quinta-feira. A biografia de Bon Scott iluminada, se destacando no segundo andar da estante do escritório, e a ponta do gargalo da garrafa de whiskey escocês de safra/edição especial com a grife do AC/DC surgindo em uma caixa de papelão empoeirada, me fizeram decidir escrever um pouco sobre os 3 álbuns de minha preferência com o segundo frontman comandando os vocais da banda australiana/escocesa de Hard Rock, falecido em 1980, aos 33 anos.

Tanto a biografia do roqueiro escocês, radicado na Austrália, quanto o whiskey foram presentes que ganhei em 2024 e que ainda não tive tempo para consumi-los. A biografia, escrita pelo jornalista inglês Jesse Fink, especialista em AC/DC, lançada em 2017, logo assim que terminar a leitura de dois livros do grande físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, receberá a minha total atenção. Já o whiskey ficará lacrado por muito tempo porque estou reduzindo, drasticamente, o consumo de álcool.

Aqui, os meus álbuns preferidos do AC/DC com Bon Scott detonando geral ao lado dos guitarristas Angus e Malcolm Young, dos baixistas Mark Evans e Cliff Williams e do baterista Phil Rudd.

•High Voltage - 1976
Gravado entre 1974 e 75 e lançado originalmente na Austrália, como álbum de estreia da banda, foi relançado no mercado internacional em 1976, misturando o algumas de suas faixas com as do TNT, o segundo trabalho do AC/DC que também, inicialmente, só foi distribuído na terra dos cangurus.
Difícil escolher as minhas preferidas deste grande disco, mas, talvez, a faixa título e mais Rock 'n' Roll Singer, Live Wire e Can I Sit Next to You Girl.

 

•If You Want Blood You've Got It - 1978
Gravado no mitológico teatro Apollo, de Glasgow, Escócia, em um show de 1978, certamente é um dos meus álbuns preferidos, ao vivo, de Hard Rock.

Destaque para Riff Raff, faixa de abertura, e que deu nome a uma pequena confecção de "fundo de quintal" que montei com o meu irmão no início dos anos de 1980.
A que vem em seguida, Hell Ain't a Bad Place to Be, talvez seja a minha preferida dessa apresentação impressionante da banda..

The Jack, Whole Lotta Rosie e Let There Be Rock são outros grandes clássicos que, durante os shows do AC/DC, sempre levam os fãs ao delírio.

 

 

•Highway to Hell - 1979
O último da banda com Bon Scott nos vocais. E que vocais! O cantor parece que pressentia que estava chegando ao fim e colocou tudo o que podia em cada uma das 10 faixas.
Ao lado do Back in Black, é o álbum dos caras que mais curto.
As minhas preferidas:
Highway to Hell, Walk All Over You, Touch Too Much, Shot Down in Flames, Love Hungry Man. Night Prowler.

 

Esta coluna de hoje é também uma pequena homenagem ao grande amigo Vicky Jr., o maior fã do AC/DC que conheci e que nos deixou em 2020 durante a pandemia de Covid por falta de vacinas motivada por total irresponsabilidade do governo fascista, golpista, corrupto e genocida que, na época, estava no poder.

Obs. Não utilizo IA - Inteligência Artificial para escrever os meus textos para a coluna.