Em abril de 2011, o cidadão italiano Carlos Piana entrou na Justiça contra o Google e ganhou a ação em uma corte de Milão. Tudo o que Piana queria era que o gigante das buscas fosse responsabilizado pelos resultados que aparecem com o recurso de autocompletar nas pesquisas.
Segundo o reclamante contou no blog pessoal Piana.eu, o nome dele aparecia associado às palavras "fraude" e "trapaceiro", o que causaria dano à imagem uma vez que ele não tinha qualquer antecedente criminal ou histórico de má conduta, por assim dizer.
Em resposta, o Google afirmou que não pode produzir manualmente todas as opções que surgem. E há algo de verdadeiro nisso, embora o gigante das buscas mantenha os resultados e tenha a possibilidade de filtrar algumas palavras. Quem os cria, no entanto, é o próprio usuário.
O recurso de autocompletar pesquisas foi oficializado em 2010. Os termos exibidos logo que se inicia uma busca são gerados por algoritmos de computador baseado justamente em buscas feitas por usuários anteriores. A ordem em que os resultados aparecem, como explica o site Search Engine Land, depende da popularidade dos termos - os mais procurados aparecem mais bem posicionados. E ainda faz uma constatação: considerando a abrangência de um dos maiores sites do mundo, o recurso de autocompletar mostra, na verdade, o senso comum.
Esses termos, que frequentemente produzem resultados fora do comum ou mesmo engraçados, variam de acordo com a região, estado ou país de que se faz parte.