Diagnosticado recentemente com câncer, o ator Reynaldo Gianecchini, que começou a fazer quimioterapia na última segunda (22) por conta de um linfoma não-Hodgkin, optou por falar abertamente sobre o assunto. Por conta disso, vem desde então, recebendo mensagens de apoio dos fãs. No ano passado, a presidente Dilma Rousseff foi diagnosticada com a mesma doença.
"Após ser internado com suposto sintoma de faringite, fui diagnosticado um linfoma não Hodgkin. Estão sendo realizados novos exames para a especificação adequada. Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês", disse Gianecchini em nota.
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Para a psicóloga do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a opção das pessoas públicas e celebridades falarem abertamente sobre a doença ajuda a tirar seu estigma.
“As pessoas veem que o câncer não é uma doença de pessoas anônimas. Quando as pessoas conhecidas têm a coragem de falar sobre o assunto, elas recebem o carinho da população”, disse. “O cidadão comum que vê esse fenômeno se sente fortalecido e consegue ver que é um ser humano como qualquer outro e está sofrendo, passando por um tratamento, mas recebendo apoio dos amigos, da família e dos conhecidos”.
Muitos famosos, diagnosticados com câncer, optaram por abrir o jogo com a população. Para o sambista Neguinho da Beija-Flor, o apoio dos fãs foi fundamental na sua recuperação às sessões de quimioterapia, em 2008, por causa de um câncer no intestino.
“Hoje, pelos meus exames, vejo que o meu câncer está exterminado, mas estou há três anos com um cateter e ainda tenho mais dois pela frente com ele”, disse. “Na época, meu médico disse que, sozinha, a medicina não cura o câncer, que é preciso ter fé e acreditar. Eu acredito. Acredito que a minha oração, junto com a do povo brasileiro, contribuiu para eu estar curado. Hoje, por onde vou, as pessoas se comovem, choram e me dizem: ‘rezei muito por você’. Essa energia me contagiou. Tenho certeza que sou um exemplo e dei muita força para outras pessoas enfrentarem as suas doenças.”
A transparência da apresentadora Ana Maria Braga na luta contra o câncer, em 2001, marcou os fãs. Em um programa na época, a apresentadora abriu o jogo e contou aos telespectadores o que vivia: um câncer agressivo na região pélvica que a levaria a passar por alguns dos tratamentos mais dolorosos exigidos pela medicina. Hoje, curada, diz que “os doentes de câncer não devem desistir nunca”
“Para enfrentar o câncer, a gente tem que encará-lo de frente, sem meias palavras. Na minha luta contra a doença, a fé, muita oração, família e amigos foram elementos fundamentais para eu aguentar tudo. Também recebi o apoio de milhares de fãs, o que me ajudou muito”, lembrou. “Decidi também que seguiria fielmente o que a minha equipe médica havia proposto. Isso foi muito bom, por que fiquei focada na busca da cura por meio do que os especialistas me recomendavam. A fé e as orações me fizeram agüentar o tratamento, que no meu caso, foi muito dolorido. Os doentes de câncer não devem desistir nunca. Por mais dolorido e triste que possa parecer, o mais importante é estar vivo e ver o sol nascer todos os dias”