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Segundo oftalmologista, tempo seco aumenta os casos de conjuntivite

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Seja verão ou inverno, a conjuntivite é uma doença que não tem época para aparecer. O ar seco tem provocado um crescimento no número de casos da doença. Somente na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, cerca de 50 pacientes por dia são atendidos com suspeita de conjuntivite. Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, dr. Marcus Sáfady, é preciso estar atento aos sintomas e as formas de contágio.  “A conjuntivite é transmitida por contato físico. Um aperto de mão, por exemplo, pode transmitir a doença caso a pessoa coloque as mãos sujas nos olhos”, afirma.

No caso de conjuntivites virais, por se tratar de um vírus semelhante ao vírus da gripe, é possível o contágio através de gotículas de saliva, o que potencializa sua transmissão. 

A conjuntivite, apesar de ser um problema comum e, na maioria das vezes, de fácil tratamento, incomoda e causa uma grande irritação nos olhos. “Trata-se de uma inflamação da conjuntiva, a membrana que reveste o “branco” do olho, podendo causar alterações na córnea e nas pálpebras, geralmente devido à infecção”, explica Sáfady.

Há três variedades comuns de conjuntivite: alérgica, viral e bacteriana. A alérgica é causada por substâncias como cosméticos, perfumes, depósito de proteínas nas lentes de contato ou medicamentos. Geralmente afeta ambos os olhos sendo acompanhada por vermelhidão e coceira, e não é transmitida por contato. Já a conjuntivite viral é espalhada pelo ar. E no caso de uma conjuntivite bacteriana, o paciente apresenta  secreção purulenta e a visão permanece inalterada. Ela é geralmente causada por uma bactéria piogênica, como as staphylococcus ou streptococcus, da própria pele ou flora respiratória.

Embora as conjuntivites possam ter causas diferentes, de acordo com o oftalmologista, somente as infecciosas (virais e bacterianas) é que são contagiosas. Sáfady ainda lembra que para evitar a doença não devemos coçar os olhos com as mãos, mas sim usar lenços ou panos limpos. “É importante também não compartilhar objetos usados por pessoas que estão com conjuntivite e evitar aglomerações, já que o principal meio de transmissão é o contato direto com pessoas infectadas”, diz.

Para aliviar os sintomas, o oftalmologista indica compressas com água fria e colírios à base de cloreto de sódio. Produtos com antibióticos podem ser receitados pelo oftalmologista em casos de conjuntivites infecciosas; e anti-histamínicos em quadros alérgicos.