Estudo da ESA liga formação de estrelas a explosões sônicas

Um estudo divulgado nesta sexta-feira pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) revelou que nuvens interestelares contêm emaranhados de filamentos de gás. Os pesquisadores também sugerem que estes filamentos podem ser causados pelo rompimento da barreira do som quando as estrelas explodem. Ou seja, o estudo propõe que a formação de novas estrelas está ligada a explosões sônicas.

Foi observado que cada filamento é aproximadamente da mesma largura, indicando que eles poderiam ser resultado de explosões sônicas interestelares ao longo de nossa galáxia. "Esta é uma grande surpresa", disse Doris Arzoumanian, uma das autoras do estudo.

Comparando as observações com modelos de computador, os astrônomos concluíram que os filamentos são provavelmente formados quando uma onda de choque se dissipa nas nuvens interestelares. Tais ondas de choque são supersônicas e resultantes da grande quantidade de energia injetada no espaço interestelar pela explosão de estrelas.

A explosão de estrelas forma nebulosas, e, a partir das nebulosas - que são formadas por gases e poeira -, são formadas novas estrelas e novos planetas.