Mortes por doenças cardíacas caem 26% no Brasil em 11 anos

BRASÍLIA - Apesar de ainda serem a principal causa de morte no país, as doenças cardiovasculares representaram, em 2007, 29,4% dos óbitos declarados, segundo um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira. Segundo o Saúde Brasil 2009, entretanto, houve uma queda de 26% na taxa de mortalidade por estas doenças entre 1996 e 2007.

Para Otaliba Libânio Neto, diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), entre os fatores para esse resultado estão o maior nível de instrução da população e as políticas de prevenção à saúde, como a redução do tabagismo, a promoção de alimentação saudável e o estímulo à atividade física.

Em 11 anos, registrou-se também queda de 17% nas mortes por doenças crônicas não transmissíveis. Esse grupo, que representa 67% do total de óbitos no país, inclui as doenças cardiovasculares, as respiratórias crônicas, as neoplasias (câncer) e o diabetes.

No Brasil, a maior redução entre as doenças crônicas foi registrada nas mortes por doenças respiratórias (enfisema pulmonar, doença pulmonar obstrutivas crônica, asma, etc.), o que equivale a uma queda média de 2,8% ao ano na taxa de mortalidade. Segundo a análise, um dos fatores para esse resultado é a diminuição do tabagismo no país. De 1989 a 2009, o percentual de fumantes na população caiu de 35% para 16,2%.

Ao contrário da tendência geral das doenças, no entanto, as mortes por diabetes apresentaram aumento de 10% no mesmo período. Para Libânio, o principal fator associado ao crescimento é a mudança na alimentação do brasileiro. O diabetes tem relação direta com a obesidade.

A publicação Saúde Brasil é lançada anualmente pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde. Neste ano, a pesquisa apresenta temas relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).