Into discute hábitos alimentares de crianças e adolescentes

BRASÍLIA - De acordo com dados do IBGE e do Ministério da Saúde, o número de crianças e adolescentes obesos tem crescido a cada dia. Levantamentos mostram que uma em cada quatro crianças menor de seis anos já apresenta excesso de peso e quase 11% apresentam obesidade. Para discutir o assunto, o Into, Instituto Nacional de Ortopedia e Traumatologia, realiza nesta quarta-feira a décima jornada de nutrição.

A nutricionista do Into, Alessandra Pereira, destaca que a mudança no estilo de vidas das pessoas é uma das principais causa da obesidade. "Pequenos hábitos antigos como brincar, pular corda, andar de bicicleta, andar de skate, foram perdendo espaço para computadores, videogames, televisão. Além disso, houve uma mudança muito grande no padrão do comportamento alimentar da população brasileira. Então a gente vê crianças com um alto consumo de refrigerantes, de doces, de biscoitos, de alimentos pré-processados e de fast-food em geral, além de biscoitos em pacote, enfim, as chamadas guloseimas", afirmou.

A nutricionista explica que o sobrepeso pode provocar sérias consequências à saúde das crianças, até mesmo doenças típicas de adultos, como a osteoporose.  "A gente tem desde o desenvolvimento dessas doenças crônicas não transmissíveis: o diabetes, a hipercolesterolemia, hipertensão, doenças coronarianas. Como também vem sendo discutidas problemas como osteoporose, que até pouco tempo atrás, era doença típica de adulto, mais prevalente em mulheres, mas hoje em dia vem sendo observada até mesmo em criança e adolescentes", ressaltou.

Alessandra Pereira disse ainda que é importante que as crianças e adolescentes tenham uma dieta saudável e balanceada. Ela lembra que praticar exercícios físicos regularmente também é fundamental para evitar a obesidade.

Informações do Ministério da Saúde