Neta de oficial do Titanic revela, em livro, que acidente foi causado por erro do timoneiro

A neta de Charles Lightoller, segundo oficial do Titanic, Louise Patten, 56, está lançando livro que revela o segredo que seu avô escondeu durante anos sobre o naufrágio do navio, em 1912. De acordo com a obra, o choque do iceberg e a tragédia só foram possíveis após erro do timoneiro.

De acordo com "Good as Gold" ("Bom como Ouro", em tradução livre), a tripulação teria avistado a montanha de gelo a tempo do navio evitar o acidente, entretanto, o timoneiro teria errado e não conseguido desviar. A informação foi mantida em segredo pelo oficial, que sobreviveu ao acidente, mas morreu antes que a neta nascesse. A história teria sido contada pela avó de Louise.

A embarcação tinha dois sistemas de comando, com dois timoneiros diferentes, e um estaria à frente do outro. O erro custou a vida de 1.517 pessoas. Na época, a navegação passava por um momento de transição da vela para a navegação em vapor, e muitos navegantes de então, incluindo vários oficiais do Titanic comandaram navios com velas anteriormente.

Quando o primeiro oficial, William Murdoch, avistou o iceberg a duas milhas de distância, deu a ordem de "forte a boreste", e foi mal interpretado por seu subordinado Robert Hitchins, que fez com que a embarcação virasse à direita, e não à esquerda, como deveria ter feito. Embora o timoneiro tenha recebido uma advertência quase instantânea sobre o erro e as orientações para que o corrigisse, já era muito tarde.

Para agravar esse erro fundamental, Bruce Ismay, presidente da companhia proprietária da embarcação, a White Star Line, foi ao posto de comando e convenceu o capitão do Titanic a seguir navegando em vez de tentar fazê-lo parar, acreditando que o navio era "inafundável". Isso fez com que aumentasse a pressão de água que entrava pelo casco danificado, e, assim, o Titanic afundou mais rápido que teria acontecido em circunstâncias normais.

De acordo com a neta, Charles Lightoller manteve em segredo esse erro durante as pesquisas que aconteceram nos Estados Unidos e na Europa, por temer a falência da empresa caso fosse descoberta a verdade.

Lightoller faleceu em 1952, quando era considerado um herói por seu papel na evacuação de Dunquerque na Segunda Guerra Mundial, e sua família não quis revelar a verdade até agora, por temer problemas para sua reputação.