Brasil: projeto internacional de compartilhamento de redes ópticas

JB Online

BRASIL - A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a Rede Acadêmica de São Paulo (Ansp) e o projeto KyaTera, formalizaram a parceria com a Global Lambda Integrated Facility (Glif). Estas são as primeiras instituições da América Latina a se integrar à colaboração internacional, que reúne gestores de pesquisa para o compartilhamento de suas redes ópticas.

A adoção dos circuitos virtuais em redes de pesquisa é uma tendência mundial. No caso da Glif, o interesse é exclusivamente pelo estudo dos circuitos virtuais fim a fim, usados, em geral, para aplicações que necessitam de grande capacidade de transporte como, por exemplo, as de vídeo de alta definição ou processamento distribuído de alta capacidade. Um dos pré-requisitos é que as redes participantes tenham, pelo menos, um gigabit por segundo de capacidade de banda disponível para os circuitos virtuais.

Os circuitos virtuais começaram a ser utilizados para aplicações na área de física, realizadas, colaborativamente, entre pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), instituição participante da RNP, e do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Suíça. Outro potencial usuário do recurso é o Rádio Observatório Espacial do Nordeste (Roen), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), localizado no Ceará, e tem parceria com a Massachusetts Institute of Technology (MIT).

O envolvimento das redes brasileiras torna a iniciativa acessível a instituições localizadas em 23 cidades do Distrito Federal e dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Pernambuco, servidas pelo núcleo multigigabit da rede Ipê, pela rede experimental do projeto Giga, coordenado pela RNP, CPqD e pela rede KyaTera.

Só o projeto KyaTera mobiliza 400 pesquisadores em 11 cidades de São Paulo. A RNP participa duplamente da Glif: por meio da infra-estrutura nacional da rede acadêmica, a Ipê, e da rede óptica experimental Giga.

Para o diretor de Inovação da RNP, Michael Stanton, a tecnologia de rede usada na iniciativa Glif só tem a somar na renovação das redes acadêmicas.

-Esses circuitos virtuais fim a fim garantem a usuários de maior demanda uma banda exclusiva, com um serviço de mais qualidade - afirma.

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