Agência EFE
BERLIM - O médico alemão Gunther Von Hagens, criador da técnica da plastificação que permite conservar cadáveres humanos e expô-los a todo tipo de posições com seus músculos, ossos ou vísceras à mostra, quer comercializar suas invenções para fazê-las chegar também às mãos de particulares. O polêmico professor, que atualmente expõe em Madri e Barcelona sua mostra "Bodies...o corpo humano como nunca visto", conta para fluxo de doadores de corpos, o que faz com que sobre material para exposições.
Após melhorar até mais a técnica da plastificação, a equipe de técnicos em sua oficina da localidade alemã de Guben (leste) já é capaz de "produzir de forma rápida e barata grandes quantidades de alta qualidade", disse Nadine Diwersi, assistente de Von Hagens, ao jornal 'Bild' desta segunda-feira. O laboratório do médico oferece atualmente a faculdades de medicina e centros de pesquisa de cortes de cadáveres "plastificados" em amostras longitudinais, da cabeça aos pés, a 12 mil euros (US$ 17.8133) e por cem mil euros (US$ 148.413) os oito cortes que formam um só corpo.
Um cadáver cortado em 230 pedaços transversais é comercializado com fins científicos por 31 mil euros (US$ 46.006). Os progressos na produção de cadáveres plastificados permitirão vender cortes transversais a 250 mil euros (US$ 371.017) a peça para que qualquer um possa se dar o luxo de exibir uma criação de Von Hagens em seu próprio lar.
Nadine Diwersi explica que os advogados do professor estudam atualmente como comercializar seus inventos sem atentar contra a legislação vigente, que só permite o uso de cadáveres para fins científicos e considera qualquer outra opção uma profanação punida por lei. A assistente do polêmico professor se mostra otimista ao afirmar que "em três ou quatro meses qualquer um poderá adquirir um corte na internet ou em nosso Plastinarium", a oficina onde Von Hagens prepara os corpos.