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Luzes de Xangai forçam observatório local a mudar de cidade

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Agência EFE

XANGAI - A atividade do observatório astronômico da cidade de Xangai, no leste da China, terá de ser transferida à província vizinha de Zhejiang para escapar das fortes luzes que estão tornando cada vez mais difícil seu trabalho nesta região do país, informou nesta terça-feira a agência 'Xinhua'.

O centro, situado na colina de Sheshan, aos arredores da metrópole oriental, assinou um acordo com as autoridades provinciais de Zhejiang para delimitar a primeira 'zona protegida do céu noturno' da China na localidade de Tianhuangping, a 1.000 metros de altura, em Anji.

As luzes de Xangai, com milhares de arranha-céus e cerca de 20 milhões de milhões de habitantes, 'afetam em grande medida a capacidade de observação, portanto devemos encontrar uma base mais apropriada', assegurou o diretor do Laboratório de Óptica Astronômica do observatório, Tao Jun, ao jornal 'Shanghai Morning Post'.

Segundo Tao, a situação, agravada pela contaminação do ar, não permite o bom funcionamento do segundo maior telescópio óptico da China, instalado em Sheshan, com um diâmetro de 1,56 metro, o que lhe excluiu de participar de projetos científicos internacionais importantes nos últimos anos.

O observatório de Xangai também estuda a possibilidade situar outros telescópios no oeste do país, onde a qualidade do ar é muito melhor que no litoral oriental, contaminado e urbanizado, enquanto rejeita a idéia de acrescentar novas equipes a sua base de Sheshan.