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BRUXELAS - O Google criticou parlamentares europeus e grupos de defesa da privacidade, na segunda-feira, por seus esforços para convencer as autoridades a avaliar como o grupo trata as informações pessoais de seus usuários em sua análise da tomada de controle acionário da rival DoubleClick, em uma transação de 3,1 bilhão de dólares.
O argumento foi um dos pontos centrais na audiência do Parlamento Europeu para estudar o papel crescente que a Internet vem exercendo na violação dos direitos dos cidadãos à privacidade.
A Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos aprovou no mês passado a transação do Google, que combinaria sua posição dominante na publicidade online vinculada a buscas à posição de liderança da DoubleClick no mercado de publicidade em banners de Internet.
Depois de ouvir um comissário da FTC, grupos norte-americanos e europeus de defesa da privacidade e membros do Parlamento europeu questionarem o impacto da transação sobre os direitos dos cidadãos europeus à privacidade online, o diretor jurídico do Google para questões de privacidade rebateu.
- As pessoas estão tentando encaixar um caso de privacidade em uma revisão que gira em torno das leis de defesa da competição. Compreendo que as pessoas continuem a difundir essa tese na Europa depois de serem derrotadas nos EUA - disse Peter Fleischer. O ataque dele não fez muito para acalmar as águas.
- O motivo para que vocês desejem os dados é que eles lhes oferecem vantagem competitiva. São os negócios. Não acredito que as duas coisas possam ser completamente desconectadas. E deveríamos discutir também esse lado das coisas - disse Sophie in 't Veld, a parlamentar holandesa que solicitou a audiência.
Ela declarou que a informação é um fator de concorrência e declarou que "dispor de tanta informação se traduz em poder de mercado."
Pamela Harbour, comissária da FTC, disse que seus quatro colegas na comissão haviam adotado uma abordagem tradicional e excluído questões de privacidade de sua decisão, mas ela dissentiu.
- Creio que uma abordagem tradicional não captura os interesses de todas as partes. Não existe representação do consumidor cuja privacidade está em jogo - afirmou.