Arqueólogos acham pirâmide asteca de 800 anos na Cidade do México

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CIDADE DO MÉXICO - Um grupo de arqueólogos descobriu as ruínas de uma pirâmide asteca de 800 anos no coração da Cidade do México, o que pode indicar que a metrópole pré-colombiana é pelo menos um século mais antiga do que se imaginava. Os restos da pirâmide, com cerca de 12 m de altura, estão na região central da cidade, em Tlatelolco - antigo centro religioso e político da elite asteca.

Desde a descoberta de uma outra pirâmide no mesmo local, há 15 anos, os historiadores achavam que Tlatelolco tinha sido fundada pelos astecas em 1325, no mesmo ano que a cidade-gêmea de Tenochtitlán, capital do império que foi arrasada pelos espanhóis em 1521 e substituída pela cidade do México.

A nova pirâmide, porém, poderia ter sido construída em 1100 ou em 1200.

- A linha do tempo dos astecas vai precisar de uma revisão - disse a arqueóloga Patricia Ledesma, durante as escavações. Ledesma e seu colega Salvador Guilliem, dizem que vão continuar a escavar a área no ano que vem. Os arqueólogos também acharam uma imagem que pode ser do deus asteca da chuva, Tlaloc, ou do deus do céu e da terra, Tezcatlipoca.

Os trabalhos também trouxeram à luz cinco crânios e uma série de aposentos próximos da pirâmide, os quais podem datar do século 15.

- Esperamos descobrir muito mais sobre a sociedade de Tlatelolco - afirma Ledesma.