Agência EFE
LONDRES - O assessor científico do Governo britânico, David King, disse hoje ser contra a proibição dos alimentos geneticamente modificados e apoiou seu uso positivo.
Em entrevista à 'Radio 4' da 'BBC', King afirmou que o Reino Unido e os outros países europeus têm um argumento 'moral' para respaldar os produtos geneticamente modificados, pois a tecnologia pode ajudar as nações mais pobres do mundo.
- A tecnologia transgênica não deveria ser proibida. Os produtos transgênicos deveriam ser supervisionados um a um - acrescentou.
King, que deixará o cargo no fim de dezembro após sete anos como principal assessor científico do Governo britânico, disse que estes alimentos terão papel fundamental devido ao aumento da população e à redução da oferta de água.
- Temos a tecnologia para isso? Com certeza. Chama-se tecnologia de modificação genética - ressaltou.
A questão da mudança climática, continuou, pode fazer com que milhões de pessoas passem fome, em decorrência do aumento das temperaturas globais.
King disse que muitas das preocupações em relação a esta polêmica tecnologia são 'irreais' e é provável que os produtos transgênicos sejam mais seguros para os consumidores que os produzidos da maneira convencional.
Em sua opinião, com o desenvolvimento da biologia molecular, segmento no qual o Reino Unido é pioneiro, o país está bem posicionado para desenvolver a tecnologia de maneira segura, o que será fundamental para alimentar a população mundial, segundo ele.
- Por volta de meados do século, a atual população de 6,5 bilhões terá chegado a 9,5 bilhões. Temos um planeta cujos recursos foram consumidos demais - acrescentou King.
Ele destacou, no entanto, que será preciso adotar uma forte regulamentação para apoiar um desenvolvimento seguro dos alimentos geneticamente modificados.
- Está claro que temos que ter a regulação para proteger nossa biodiversidade, nossos cultivos - ressaltou.