Agência EFE
BRUXELAS - Os países-membros da União Européia assinaram hoje um acordo político para a criação do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (IET), mas ainda devem decidir de onde sairão os 308,7 milhões de euros necessários para a construção.
Os Estados-membros também devem negociar sobre a sede do Instituto dentro de um ano. Por enquanto, apresentaram candidaturas Hungria, Polônia e Áustria.
Os ministros responsáveis de Competitividade (Mercado Interno, Indústria e Inovação) apoiaram a proposta da Presidência portuguesa.
A proposta estabelece que as primeiras 'comunidades de conhecimento e inovação' (CCI) em torno das quais será articulado o Instituto se concentrarão na mudança climática, nas energias renováveis e nas tecnologias da informação e da comunicação.
As CCI se conceberam como iniciativas conjuntas do setor privado, da comunidade de pesquisa e das universidades.
O objetivo do IET é servir de vínculo entre os âmbitos universitário, científico e empresarial, para evitar que a economia européia perca terreno em matéria de inovação frente aos Estados Unidos e Japão.
A 'marca IET' poderá ser incorporada às titulações acadêmicas obtidas em Universidades e centros de ensino superior participantes das 'comunidades de conhecimento'.
O Instituto receberá 308,7 milhões de euro dos cofres comunitários para os próximos seis anos, mas o objetivo é mobilizar ainda contribuições do setor privado e as administrações nacionais e regionais, até chegar a um montante para o período 2008-2013 em torno de 2,2 bilhões de euro.
A princípio, a decisão definitiva sobre de que verbas orçamentárias retirar os fundos para dotar o Instituto será tomada pelos Chefes de Estado e de Governo na cúpula que os reunirá em Bruxelas no dia 14 de dezembro.