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LE BOURGET (FRANÇA) - A EADS planeja desenvolver aviões de espionagem não-tripulados para as forças armadas da França, Alemanha e Espanha. Os aviões devem entrar em operação até a metade da próxima década, anunciou o grupo aerospacial e de defesa europeu nesta sexta-feira.
A EADS criará duas versões de seu aparelho equipado com duas turbinas a jato, o Advanced UAV (veículo aéreo não-tripulado), para uso em missões de vigilância e reconhecimento, informou a empresa durante a Paris Air Show.
França e Espanha receberão um avião de vigilância de fuselagem larga, que voará a até 50 mil pés (15 mil metros) de altitude, com envergadura de cerca de 25 metros; a Alemanha quer uma versão de reconhecimento, mais veloz, com envergadura de 90 metros e velocidade por volta de 610 km/h.
- A decisão representa um marco importante para concretizar um programa militar orientado ao futuro e verdadeiramente europeu - anunciou Stefan Zoller, o comandante das operações de defesa da EADS, em comunicado.
O grupo franco-alemão também planeja terceirizar parte do trabalho do projeto em contratos com a espanhola Indra e com o grupo francês de eletrônica para fins de defesa Thales.
As notícias sobre a cooperação entre o Thales e a EADS surgem uma semana depois que a Dassault Aviation anunciou que estava formando uma parceria com o grupo para desenvolver aparelhos não-tripulados, após o fracasso de seus esforços de cooperação com a EADS no projeto "EuroMale".
A Dassault anunciou que envolveria empresas suecas, italianas, gregas e espanholas que já estão colaborando com ela no projeto Neuron, de um avião de combate não-tripulado, no qual a EADS também colabora.
A EADS anunciou há alguns meses que planejava também construir um novo aparelho de testes não-tripulado, para demonstrar tecnologias, depois que seu protótipo Barracuda caiu no mar, ao largo da costa espanhola, em setembro, devido a um erro de software que o levou a pouso prematuro. O novo aparelho de demonstração receberá o nome Agile UAV.