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Ancestral mais antigo do panda gigante era anão, revela estudo

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Agência EFE

WASHINGTON - Um grupo de antropólogos da Universidade de Iowa anunciou a descoberta na China do crânio de um panda de tamanho anão, o antepassado mais antigo do panda gigante do qual se tem notícia, informou nesta segunda-feira a publicação Proceedings of the National Academy of Science (PNAS).

Curiosamente, embora possa parecer contraditório, o antepassado mais antigo do panda gigante é um urso de tamanho anão que viveu no sul da China há pouco mais de dois milhões de anos, afirmou hoje Russell Ciochon, professor de antropologia da Universidade de Iowa e um dos autores do estudo.

Ciochon diz que o ancestral do panda, conhecido como Ailuropoda ou panda gigante pigmeu, media cerca de 90 centímetros de altura, menos que os 150 centímetros do panda gigante dos dias atuais.

O estudo revelou que, apesar de terem vivido em épocas diferentes, o panda anão também se alimentava de bambu, o que ficou compravado com os indícios de mastigação constante no crânio achado.

- Os pandas são ursos únicos. É a única espécie de urso conhecida que se alimenta apenas de plantas - disse Ciochon em comunicado.

- A evolução desta especialização única em sua alimentação provavelmente foi refinada durante milhões de anos - acrescentou.

O achado do crânio mostra que a anatomia básica do panda gigante se manteve majoritariamente inalterada durante milhões de anos.

O estudo é especialmente significativo porque as investigações anteriores, realizadas entre 1985 e 2002, a partir da descoberta de vários ossos e dentes, não foram bem-sucedidas.