Agência EFE
PEQUIM - O governo chinês acusou 12 páginas da internet dedicadas a encontros amorosos de promover e encobrir a prostituição, informou nesta segunda-feira a 'Rádio Internacional da China' (CVI). A Comissão de Informação e Notícias na Internet de Pequim (que fica a cargo do departamento de propaganda do Partido Comunista da China, PCCh) obrigará estas páginas a "limpar" estes conteúdos antes do dia 1º de junho. Em comunicado, esta autoridade censora afirma que a medida procura proteger os valores tradicionais chineses, nos quais o sexo é considerado um tabu.
Segundo um relatório, algumas destas páginas virtuais ofereciam "artigos de serviço, preços e informação de contato" sobre comércio sexual, e até 95% dos conteúdos tinham relação com a prostituição. Segundo o diretor da Comissão, Min Dahong, amparar a prostituição na internet "deve ser contra a lei". A China é o país do mundo com mais censura de informação na imprensa e na internet, e periodicamente acontecem campanhas
contra conteúdos sexuais na rede, o que algumas organizações defensoras da liberdade de expressão consideram uma desculpa para exercer a censura.
Uma campanha na internet do Ministério da Segurança Pública que começou em abril já localizou 244 casos e deteve 270 suspeitos de ligação com a prostituição. A China é o país com o segundo maior número de internautas no mundo, com 144 milhões (atrás dos Estados Unidos, com quase 200 milhões). Apesar da forte censura, a internet se transformou em uma autêntica ferramenta de comunicação e de liberdade de expressão na sociedade chinesa, que após a abertura econômica exige maiores liberdades sociais, algo que incomoda o PCCh, no poder desde 1949.