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TEXAS - A desativação de um gene que tem sido associado ao mal de Alzheimer tornou ratos de laboratório mais espertos, disseram cientistas americanos neste domingo. A descoberta abre um novo caminho sobre a aprendizagem e pode levar ao surgimento de novas drogas para combater problemas de memória.
De acordo com os pesquisadores, após terem o gene Cdk5 desativado, os ratos se tornaram muito mais capazes de detectar mudanças na área onde vivem. - É muito raro conseguir fazer um animal fica mais esperto-, disse James Bibb, professor-assistente de psiquiatria na Universidade do Texas que liderou a pesquisa. O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.
Bibb e sua equipe usaram técnicas de engenharia genética para desativar nos ratos o Cdk5, gene que controla a produção de uma enzima ligada a doenças que causam a morte de neurônios no cérebro, como o Alzheimer. - Perdemos neurônios a todo instante, mas o Cdk5 pode contribuir para esse processo-, afirmou Bibb.
- Demonstramos que podemos desativar um gene em um animal adulto. Isso nunca havia sido feito antes-, complementou. Segundo o pesquisador, a equipe também tentou fazer com que os ratos já nascessem sem esse gene, mas todos os filhotes morreram.