Agência EFE
LONDRES - As Ilhas Maldivas são o primeiro país a abrir uma embaixada no Second Life, um ambiente artificial habitado por 6,6 milhões de pessoas virtuais, ou avatares, de todo o mundo.
A pequena nação, que tem 300 mil habitantes, abriu na última terça-feira sua missão diplomática virtual, ultrapassando assim a Suécia, que tinha programado a inauguração da sua embaixada para 30 de maio, informa hoje o jornal britânico The Times.
Segundo o jornal, Malta, Macedônia e Filipinas também deverão abrir suas missões diplomáticas no mundo virtual criado em 2003 pela companhia tecnológica americana Linden Lab, de San Francisco.
A embaixada das Maldivas fica na Ilha da Diplomacia. Os visitantes poderão tratar de temas como os vistos e o comércio.
O Governo das Maldivas, criticado no Ocidente por reprimir a oposição política, segundo o "Times", justifica sua decisão como forma de melhorar sua imagem na comunidade internacional.
O Second Life abre, segundo o Governo da ilha, novas oportunidades de representação e negociação diplomáticas, especialmente para pequenos países que enfrentam limitações no mundo real.
A Ilha da Diplomacia foi idealizada pela Diplo Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede em Malta. Ela ajuda países em desenvolvimento a participar de modo significativo nos assuntos internacionais.
A ilha virtual acolherá uma academia diplomática, local de debates sobre a diplomacia moderna. Além disso, haverá um museu dedicado a destacar a relevância da diplomacia no mundo moderno.
Empresas reais como Toyota, Nike, General Motors e a agência de notícias "Reuters" atuam no mundo virtual. No ano passado, a Faculdade de Direito da Universidade de Harvard começou um curso no qual algumas aulas são dadas numa sala virtual.