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MUNIQUE - As nações mais industrializadas do mundo prometeram redobrar esforços para combater a exploração sexual de crianças pela Internet, segundo nota do Grupo dos Oito (G8), divulgada nesta quinta-feira.
Depois da primeira sessão de trabalhos da reunião do G8, realizada em Munique, ministros do atual presidente do grupo, a Alemanha, junto com colegas dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Canadá, Japão e Rússia, prometeram ampliar esforços para o combate da pornografia infantil.
"Nós categoricamente denunciamos aqueles que exploram crianças sexualmente, seja produzindo, distribuindo ou colecionando imagens de tais abusos", afirma a declaração do G8.
O G8 tem trabalhando com a Interpol há anos para combater a pornografia infantil e a tem ajudado a estabelecer o banco de dados Child Sexual Exploitation Image, que é produzido para ajudar a polícia a identificar e resgatar vítimas de abusos.
Mas a declaração deixou claro que as autoridades governamentais sozinhas não poderão resolver o problema e que o setor privado deve se envolver para ajudar. A nota não afirma como o setor privado poderia colaborar.
"Entidades do setor privado, incluindo provedores de acesso à Internet, profissionais de tecnologia da informação e instituições financeiras ... a mídia, pais e educadores, deveriam considerar que papel podem desempenhar na luta", afirma a nota.
A Alemanha recentemente desmantelou uma quadrilha de pornografia infantil graças a um exame sem precedentes de dados de cartões de crédito fornecidos por instituições financeiras.
A ministra da Justiça da Alemanha, Brigitte Zypries, disse que a pornografia infantil é "dinheiro fácil" para criminosos que querem vender imagens ilegais no ciberespaço para clientes interessados.
Falando sobre o caso alemão, a ministra disse que os clientes pagavam cerca de 77 euros cada um, o que significa que os criminosos tinham um faturamento de mais de 30 mil euros.
O terrorismo na Web também vai ser alvo das discussões do G8.
- Uma força especial vai identificar e combater, sempre que possível, o uso terrorista da Internet - disse o ministro do Interior da Alemanha, Wolfgang Schaeuble.
Ele acrescentou que dois jovens que tentaram explodir estações ferroviárias alemãs, no ano passado, produziram seus artefatos com informações recolhidas na Web.