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FILADÉLFIA - A Filadélfia concluiu os testes para seu projeto de Internet sem fio, preparando o terreno para a maior rede Wi-Fi de uma cidade em todo o mundo, que também garantirá conexão às classes de menor poder aquisitivo.
A administração municipal aprovou nesta semana os resultados de um teste em uma área de pouco menos de 40 quilômetros quadrados, onde as pessoas têm acesso à Web sem fio pagando 21,95 dólares por mês ou, se forem qualificadas como de baixa renda, 9,95 dólares.
O aceso é gratuito em parques e em outros espaços abertos, e para aqueles que participam de programas comunitários.
Até o final do ano, toda a Filadélfia terá acesso sem fio à Internet em um projeto acompanhado de perto por outras cidades do mundo, disse Greg Goldman, presidente da Wireless Philadelphia, organização sem fins lucrativos constituída para implementar o plano.
Ainda que outras cidades tenham zonas de conexão sem fio, nenhum município dos EUA grande como a Filadélfia tem cobertura total com Wi-Fi, disse Goldman.
A Wireless Philadelphia pretende garantir acesso à Internet em mais de 300 mil residências --cerca de metade da cidade--, que atualmente não estão conectadas à rede mundial de computadores.
A Filadélfia é uma das cidades mais pobres dos EUA, com um quarto do 1,5 milhão de habitantes abaixo da linha da pobreza.
A rede Wi-Fi está sendo construída e gerenciada pela Earthlink, um provedor de Internet com sede em Atlanta, que planeja investir 13,5 milhões de dólares no projeto.