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SÃO PAULO - O número de pessoas com acesso à Internet no Brasil cresceu em abril e a duração média de navegação por usuário bateu recorde no mês passado, mantendo o país na liderança dos países com internautas que mais tempo passam conectados, segundo dados de uma empresa de pesquisa.
Pesquisa da Ibope//NetRatings afirma que o número de brasileiros com acesso à Internet no país somou 33,15 milhões de pessoas em abril, crescimento de 3,2% sobre os 32,1 milhões do mesmo mês de 2006. Na comparação com março deste ano, a variação foi positiva em 0,8%.
- Não é muito expressiva a variação anual, mas está mais ou menos na média do crescimento do país. A tendência é crescer mais agora porque os efeitos da própria sociedade rumo a uma inclusão digital maior começam a ser sentidos - disse o analista Alexandre Magalhães, referindo-se ao aumento na venda de computadores por conta do crescimento econômico e melhora do crédito.
A base de internautas ativos com acesso residencial à Web somou 15,9 milhões de pessoas no mês passado, aumento de 18,6% na comparação com abril de 2006. O critério mede o volume de usuários que navegam pela Web pelo menos uma vez no mês.
No primeiro trimestre, segundo estudo da empresa IT Data, as vendas de computadores no país saltaram 21% sobre igual período do ano passado, para quase 2 milhões de unidades.
O tempo médio de navegação por internauta ficou em 21 horas e 44 minutos, 11,8% acima do verificado em abril do ano passado e 3,9% a mais na comparação com março deste ano.
Estados Unidos, com tempo médio por internauta residencial de 18h49, França, com 18h32, Espanha, com 18h30, Japão, com 17h39, e Austrália, com 17h38 por pessoa, foram os países que mais se aproximaram do Brasil, entre os 10 medidos com a mesma metodologia, escreveu o analista em relatório divulgado à imprensa.
- Enquanto o número de internautas da Internet residencial cresceu 200% desde 2000, categorias como Casa e Moda, Viagens e Turismo, Família e Estilo de Vida, para citar alguns exemplos, cresceram muito mais - disse Magalhães.
Segundo ele, isso mostra que os internautas estão realizando mais tarefas na Web, apoiados por uma expansão da banda larga e maior público feminino.