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Bruxelas - Os ministros do meio ambiente da União Européia (UE) pretendem estabelecer uma meta ambiciosa e obrigatória por lei para reduzir as emissões de gás de efeito estufa até 2020, afirmou na terça-feira o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel.
Ele disse numa entrevista coletiva que os 27 ministros dos países-membros haviam concordado em essência com o corte unilateral proposto de 20 por cento até 2020 nas emissões da UE, considerando como base o ano de 1990, e o objetivo de corte de 30 por cento se outros países industrializados aceitarem participar.
"Contanto que estes objetivos estejam em questão, estes são pontos com os quais concordamos", disse ele.
Gabriel, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE, afirmou que as metas seriam obrigatórias.
O ministro disse ainda que o ano de 1990 seria usado como referência para cálculo dos cortes, mas que a UE consideraria o uso de outros anos para atender alguns países que se integraram à UE mais recentemente.
O comissário europeu do Meio Ambiente, Stavros Dimas, disse estar certo que uma fórmula será encontrada para atender países preocupados com a divisão da redução entre os Estados-membros.
Alguns países, principalmente na Europa do Leste, querem usar como base um ano que tornaria seus cortes menos severos. Gabriel disse que deverá ser alcançado um acordo para dividir a carga e que alguns países terão de fazer cortes mais profundos que outros, mas os detalhes provavelmente não seriam decididos nesta terça-feira.
Autoridades haviam dito anteriormente que Polônia e Hungria, que ingressaram na UE em 2004, eram contrárias às metas de corte de 20 e 30 por cento.
"Temos de pressioná-los para que se lembrem de que estão na União Européia. E eles têm de aceitar que nossa postura tradicional é a de combate às mudanças climáticas", afirmou a repórteres o ministro italiano do Meio Ambiente, Alfonso Pecoraro Scanio.
"Eles precisam aceitar, no mínimo, o corte de 20 por cento. No mínimo", disse.
A Finlândia também se mostrou contrária à fixação unilateral de uma meta de corte pela UE. Já a Suécia e a Dinamarca acreditam que o bloco deveria se comprometer, logo de início, com uma redução de 30 por cento nas emissões.