Agência EFE
CAIRO - Arqueólogos australianos descobriram uma tumba do período faraônico - de cerca de 4.350 anos - a cerca de 30 quilômetros do Cairo, informou o ministro de Cultura do Egito, Farouk Hosni.
O ministro, citado pela agência egípcia de notícias 'Mena', afirmou que o mausoléu foi encontrado na localidade de Saqara, e sua construção remonta à 5ª e à 6ª dinastia, que governaram o Egito entre os anos 2500 e 2190 antes de Cristo.
Já o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), Zahi Hawas, disse que a tumba pertence a um homem identificado como Kahai, que era o responsável pelo registro dos objetos valiosos da realeza depositados nos templos.
A construção, edificada com tijolos de adobe, tem uma porta falsa de madeira 'muito bonita' na qual estão gravados os diferentes títulos que ostentavam em vida Kahai e sua esposa, chamada Sebri Ong, explicou Hawas.
Além disso, no interior do túmulo foram achados vestígios de dois altares para a apresentação de oferendas.
A construção consta de uma mastaba, também construída de adobes, e um corredor, acrescentou o chefe do CSA.
Os arqueólogos também acharam quatro estatuetas de madeira que representam o defunto e sua mulher, e outra que os mostra sentados, algo incomum na arte faraônica, pois esta posição sempre era esculpida em rocha e não em madeira, declarou Hawas.
Saqara é o nome da grande necrópole da cidade de Mênfis, antiga capital do Egito, e que é famosa pela pirâmide de Zóser, a primeira conhecida da época faraônica.