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Seis de cada dez jovens brasileiros usam camisinha na 1ª relação

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Agência EFE

BRASÍLIA - O uso do preservativo na primeira relação sexual dos jovens brasileiros chega a 61%, diz um estudo elaborado em conjunto pelos ministérios da Saúde e da Educação em 135 escolas públicas e que foi divulgado nesta terça-feira em Brasília.

Este número representa um aumento de 14% no uso da camisinha, em comparação a um estudo similar de 1998.

A pesquisa, realizada em escolas de 33 cidades de 14 dos 27 estados do país, diz que 69% dos adolescentes consultados afirmam ter usado proteção em sua última relação.

As informações obtidas em enquetes e entrevistas com adolescentes, pais e professores buscam comprovar a aceitação do projeto oficial chamado 'Saúde e Prevenção nas Escolas' (SPE).

O SPE, implantado em 2003 em instituições educacionais de 16 cidades, distribuiu milhões de camisinhas em escolas.

O objetivo da iniciativa, segundo as autoridades, é conscientizar os adolescentes sobre os riscos da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.

- Não podemos ser omissos e devemos convocar a sociedade a discutir estes assuntos tabus', declarou o ministro da Saúde, Agenor Álvares, durante uma entrevista coletiva.

Álvares também chamou a atenção para outros problemas, como a gravidez na adolescência, 'cuja interrupção pode levar à morte', afirmou.

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, Ricardo Henriques, disse que a importância de levar a educação sexual aos colégios está no fato de o Estado 'poder garantir mais informação para redefinir os parâmetros de professores, pais e alunos, para acabar com os tabus e oxigenar a produção de conhecimento nas escolas'.

As autoridades das áreas da Saúde e da Educação afirmaram que a maior parte dos pais e professores reconhece o trabalho educacional da escola no campo sexual e apóia as iniciativas do projeto SPE.