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Ecologista lembra importância da Mata Atlântica

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Agência Brasil

BRASÍLIA - Agora garantidos por lei, sancionada nesta sexta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a preservação e o uso racional da Mata Atlântica são essenciais não só para a preservação da biodiversidade, mas também para os mananciais de água que abastecem grandes cidades e para a garantia da estabilidade climática.

- Cuidar dessa mata não significa meramente garantir o habitat natural de espécies, mas mantê-la por ser o principal produtor de água de que se pode dispor, além da importância que tem para garantir estabilidade climática, que interessa a todo o planeta - diz o diretor de Mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.

Mantovani deu entrevista à Rádio Nacional AM. Ele se revelou otimista no que se refere à possibilidade de recuperação de áreas depredadas, com os termos da nova lei. Nós temos um caso de recuperação que é fantástico no Brasil, conta o diretor, em referência à floresta da Tijuca, no Rio, hoje uma das reservas naturais em área urbana em todo o mundo.

- No século 18, Dom Pedro 2º ordenou que os escravos não recorressem mais à floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, para fazer carvão, porque a água estava escasseando, em razão de predação - contou. - Hoje os turistas que visitam o Parque Nacional da Tijuca se encantam com a maravilha que encontram na floresta inteiramente recuperada.

O diretor diz que a nova lei chega "em boa hora", porque não há mais condições de que atividades econômicas se expandam sobre as áreas remanescentes de mata.

- O interesse imobiliário é hoje um dos grandes problemas da Mata Atlântica, afetada pela exploração de mineração e por atividades rurais - disse. - Ela já teve 93% de sua área destruída, para uso da pecuária e da agricultura. No entanto, apenas 40% desse espaço está sendo utilizado, sendo que os demais 50% estão completamente abandonados.

Mário Montovani diz que a Mata Atlântica é um "paciente internado na UTI", com "7% de chance de sobreviver".