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Estudo questiona necessidade de mamografia antes dos 50 anos

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Reuters

LONDRES - Mamografias em mulheres com menos de 50 anos não reduzem necessariamente o número de mortes em decorrência do câncer de mama, disseram pesquisadores britânicos na sexta-feira.

Eles estimam que se forem realizadas mamografias anuais em mulheres a partir dos 40 anos, quatro vidas poderiam ser salvas para cada mil mulheres examinadas.

Mas eles acrescentaram que é preciso avaliar o custo-benefício dos exames, levando em conta a exposição à radiação, que pode elevar o risco de câncer de mama, a ansiedade provocada por resultados falsos e do custo elevado desse tipo de programa de rastreamento.

- Este ensaio não detectou uma redução significativa na mortalidade pelo câncer de mama em mulheres entre 40 e 48 anos, às quais foram oferecidas mamografias anuais - disse Sue Moss, do Instituto de Pesquisa sobre o Câncer, em Londres.

Ela acrescentou que os resultados da pesquisa, publicados na revista The Lancet, são coerentes com as conclusões de estudos anteriores que analisaram os riscos e os benefícios de fazer o rastreamento para o câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos.

A doença, que é a principal causa de morte por câncer em mulheres, ocorre na maioria das vezes em mulheres com mais de 50 anos. Na Grã-Bretanha, recomenda-se às mulheres fazer exames anuais entre os 50 e 70 anos, mas em outros países a orientação é que o rastreamento seja iniciado mais cedo.