CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Rio Innovation Week une jornalismo, direito, moda e carnaval

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Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 10/11/2022 às 17:34

Alterado em 10/11/2022 às 17:38

Fachada do espaço MetaMundi Xperience divulgação

Jornalismo, Direito, moda e Carnaval são temas que foram debatidos sob a ótica do metaverso no segundo dia de Rio Innovation Week, evento que começou na última terça-feira (8), no Píer Mauá, e segue até essa sexta-feira (11). Os debates aconteceram no espaço MetaMundi Xperience, promovido pela MetaMundi.

Para falar sobre moda, os curadores do espaço convidaram grandes especialistas, como Joy Pires, bio-regenerative designer da Sportbusiness 1; e Rodrigo Ferraz, co-founder, Business Development & Partnerships da Iara Land, com mediação de Monica Pereira, CEO e fundadora da Love4u Academy.

O debate foi um dos mais esperados do dia, já que a moda é o segundo segmento que mais polui o planeta. A solução, segundo os especialistas, pode vir da tecnologia, trazendo um novo paradigma de usabilidade e consumo. Eles explicaram que a possibilidade de aplicar tecnologia para reduzir desperdícios vai muito ao encontro da sustentabilidade. Outro ponto levantado pelos especialistas é a forma de se consumir moda. Ao que tudo indica, no futuro, as pessoas não precisarão mais de tantas roupas físicas. A questão da publicidade também foi abordada, já que, com a possibilidade de ser realizada dentro de uma plataforma de metaverso, ela se torna mais sustentável, sem a necessidade de gastos de energia, locação de espaços etc.

No segmento da arte, a diretora da Taranto Arquitetura, Gisele Taranto; o diretor, documentarista e diretor de arte André Weller; e o artista Alexandre Murucci foram as estrelas. Juntos, eles levantaram questões do tipo como fazer para que o metaverso seja produtivo dentro das carreiras e como monetizar e estruturar carreiras dentro desse novo universo. Outro questionamento levantado pelos palestrantes foi como os artistas podem trazer sua bagagem para o metaverso. Segundo os palestrantes, essas perguntas ainda seguem sem respostas, por estarmos vivendo o que se chamou de a ponta de um iceberg, sem muita certeza de para onde estamos indo.

No âmbito jurídico, a palestra “Metalaw: Aspectos jurídicos no Metaverso” reuniu os especialistas Felipe Palhares, sócio da BMA; Ricardo Assaf, senior manager da Unblock Capital; e Gustavo Martins, sócio fundador da GMA Advogados. Juntos, os palestrantes falaram sobre as adaptações do Direito aos novos fenômenos digitais com o surgimento do metaverso, reforçando a ideia de que é necessário que os fatos aconteçam primeiro para que o Direito traga respostas. Outro ponto importante abordado pelos especialistas foi sobre como retirar o anonimato para que pessoas não se escondam por trás de códigos e números. A solução apresentada seria partir para o modelo da regulação que incentive a conduta positiva, com regras padrão, premiando condutas de acordo com os termos.

Encerrando a programação, o samba tomou conta do espaço e colocou todo mundo para dançar. No palco, dividindo o espaço com alguns ritmistas da Estação Primeira de Mangueira, os palestrantes Moacyr Ribeiro, vice-presidente da Mangueira; Ney Neto, Country Lead Brazil na Upland Inc; e Rodrigo Cunha, fundador da Cryptosamba, falaram sobre a evolução do samba ao longo dos anos.

De acordo com os especialistas, o samba começou a se popularizar por causa dos programas de rádio, que aproximaram o ritmo da população. Também foram as rádios os primeiros veículos a transmitir os desfiles das escolas de samba. Com a chegada da televisão e a construção da Sambódromo, alguns pontos foram alterados, como as estruturas dos desfiles. Este foi o movimento da Web1. Com a chegada da Web2, toda a cobertura dos desfiles é alterada, com o público passando a ser o produtor de conteúdo mais próximo do dia a dia dos barracões de samba e das comunidades. O lado ruim desse movimento foi o aumento das fake news.

Agora a Web3 chega trazendo o poder da verificação e da propriedade, acabando com as notícias falsas e o monopólio das grandes redes.

Eles também apresentaram o projeto de inclusão da Estação Primeira no metaverso, com uma quadra já em construção na plataforma. A evolução tecnológica possibilitará que pessoas de todo o mundo participem dos eventos virtualmente, como os ensaios técnicos e as feijoadas. Também será possível a compra de fantasias para seus avatares. Para a diretoria da escola, a evolução possibilitará, entre outras coisas, uma visão de como será o desfile antes que ele aconteça.

Ao final do evento, a mensagem passada foi a de que o metaverso traz a possibilidade de criar coisas infinitas que não seria possível construir no mundo real, e que o uso dessa tecnologia só será possível graças à experiência adquirida pelos profissionais ao longo de suas carreiras.

Todas as palestras do espaço Metamundo estão sendo transmitidas pelo Metaverso da agência de comunicação Latam Intersect PR. Confira a programação. 

 

Sobre a Metamundi

Agência multisserviços, que cria pontes arquitetônicas, artísticas e experienciais entre as marcas e o metaverso. Realiza experiências virtuais sob medida para empresas, de escritórios virtuais e lojas-conceito a espaços de entretenimento e galerias de NFTs. Equipe de criação virtual e tecnologia de blockchain. Oferece o serviço completo de Metaverso para transformar ideias em realidade, apoiando desde o brainstorm até o lançamento final.

 


Sobre o Rio Innovation Week

Reconhecido em sua primeira edição – em janeiro de 2022 - como o maior e mais completo evento de Inovação e Tecnologia da América Latina.

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