Especialistas norte-americanos revelam 'grande risco' por trás da tecnologia 5G

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Foto: Reuters / Dado Ruvic
Credit...Foto: Reuters / Dado Ruvic

A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos revelou na quarta-feira (8) o risco por trás da implantação massiva de sistemas 5G de banda média para a navegação aérea.

A FAA levantou preocupações sobre o 5G interferir potencialmente com radioaltímetros das aeronaves (componentes eletrônicos sensíveis usados por pilotos para pousar com segurança em condições de visibilidade ruim). O mecanismo indica a altura em que uma aeronave está acima do solo quando o piloto não pode vê-lo.

Segundo a instituição, aviões e helicópteros não seriam capazes de usar muitos dos sistemas de pouso guiado e automático em aeroportos com interferência 5G potencialmente alta. Para a FAA, os sistemas tornam-se pouco confiáveis nessas condições.

Em meio às preocupações levantadas pela FAA relacionadas ao lançamento comercial da tecnologia e serviços sem fio do 5G de banda C (frequência de transmissão de 3,5 GHz que é usada por aplicações corporativas de dados e para distribuição de canais de TV fechados, entre outras aplicações), as empresas AT&T e Verizon Communications concordaram em adiar o lançamento comercial de seus serviços sem fio 5G de banda C até 5 de janeiro. Agora, a agência norte-americana acredita que a "condição insegura" representada pelo uso futuro de redes 5G requer ação imediata antes dessa data.

A grande questão paira sobre a incapacidade de detecção das "anomalias em radioaltímetros", que podem levar à "perda da continuação de voos e pousos seguros". Tanto a tecnologia atual quanto pilotos não conseguem determinar tais anomalias que põem em risco a autonomia das aeronaves durante pousos de visibilidade "limitada", alega a FAA. Segundo a federação, "essas limitações podem impedir o envio de voos para determinados locais com baixa visibilidade e também podem resultar em desvios de voos".

Na terça-feira (7), duas diretivas emitidas pela FAA visavam a principalmente reunir "mais informações para evitar efeitos potenciais sobre os equipamentos de segurança da aviação".

A agência ainda acredita que "a expansão do 5G e a aviação coexistirão com segurança". Atualmente, a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), a Casa Branca e representantes da indústria estão em negociação para trabalhar os detalhes das limitações que serão delineadas nas próximas semanas.

Ainda no final de novembro, a AT&T e a Verizon disseram que tomariam medidas de precaução para limitar a potencial interferência de suas redes por pelo menos seis meses.

A Verizon declarou que não existe "nenhuma evidência" de que redes 5G de banda C realmente apresentem qualquer risco para aeronaves e que "dezenas de países" já as usam. Segundo os planos da empresa, a meta é "alcançar 100 milhões de americanos com esta rede no primeiro trimestre de 2022". (com agência Sputnik Brasil)

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