Astrônomos da Nasa descobrem 'ciclo de vida' de metano em Marte

Cientistas estudaram a presença de metano no Planeta Vermelho e chegaram a uma conclusão sobre como o gás pode muitas vezes parecer não existir em Marte

Foto: Pixabay / WikiImages
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Pesquisadores afirmam ter revisto os dados do metano capturados previamente em Marte, e coletado novos, encontrando um padrão de como ele surge, depois que astrônomos da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) referiram não ter visto vestígios desse gás.

"Quando a equipe europeia anunciou que não viu metano, eu fiquei realmente chocado", comentou em comunicado Chris Webster, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.

Os norte-americanos então reviram os dados do rover Curiosity, que tem enviado informação desde Marte sobre o Planeta Vermelho, incluindo vestígios minúsculos de metano, que além de poderem ser resultado de um processo geológico, podem indicar a presença de algum tipo de vida.

A equipe descobriu no estudo, que foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics que a razão de a ESA não ter encontrado o gás deve-se a ele se diluir muito na atmosfera durante o dia em Marte, o que o impede de ser detectado a uma distância tão grande. Durante a noite, por sua vez, o gás fica na superfície do planeta.

Essa teoria foi confirmada após os cientistas realizarem medições de alta precisão do metano durante dois anos, incluindo pela primeira vez durante a luz do dia. Tal como previsto, o gás permaneceu na superfície durante a noite e se dissolveu na atmosfera durante o dia.

No entanto, também se sabe que o metano não parece estar se acumulando na atmosfera em Marte ao longo do tempo e os pesquisadores estão agora testando a razão do fenômeno.(com agência Sputnik Brasil)