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Desfile da Rosas de Ouro termina com tumulto entre escola e imprensa

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SÃO PAULO - O desfile da Rosas de Ouro ficou em cima do limite de tempo, e quase estourou os 65 minutos permitidos. Após a chegada do último integrante da escola à dispersão, uma fotógrafa que passava pelo local atrapalhou o fechamento do portão e quase prejudicou a agremiação. Os membros da diretoria e da bateria da Rosas ficaram revoltados com a situação e chegaram a agredir alguns repórteres. Um deles jogou uma baqueta, acertando uma jornalista. Um dos agredidos foi Fábio Pagotto, repórter do Diário de São Paulo.

Alguns integrantes da escola alegaram que dois fotógrafos chegaram a discutir durante o desfile dentro da passarela, o que retardou a chegada da Rosas de Ouro até a dispersão.

Bastante nervosa com a situação, a presidente da escola, Angelina Basílio, não conseguia entender o que acontecia e reclamou do acúmulo de gente durante os desfiles das escolas de samba. "Primeiro tem ambulância, depois esses vários cabos e ainda o povo da imprensa. É muita gente e isso atrapalha. A nossa escola nunca foi de tratar mal os jornalistas, sempre fomos respeitosos", disse ela.

Ao ser perguntada sobre o esquema de contagem de tempo, que só interrompe o cronômetro quando o portão é fechado, Angelina criticou o método. "Esse sistema deve estar obsoleto. Não acompanha a modernidade", criticou.