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Ásia em queda por temores no setor financeiro

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As principais bolsas da Ásia iniciaram a semana em queda, prejudicadas pelos temores relacionados aos efeitos da crise no mercado de crédito subprime ou de alto risco nos Estados Unidos. Os investidores asiáticos seguem preocupados com a duração da crise, além das perdas anunciadas pelos bancos norte-americanos.

Na última sexta-feira, os mercados acompanharam a divulgação de dados sobre a criação de novos empregos nos EUA. A economia norte-americana criou duas vezes mais empregos que o previsto em outubro, registrando o maior avanço em um mês desde maio de 2007. Além disso, o Departamento de Comércio anunciou que os pedidos recebidos nas fábricas americanas aumentaram 0,2% em setembro, quando os analistas calcularam que haveria uma diminuição de 0,7%.

As notícias, apesar de positivas, não foram suficientes para acalmar os investidores, preocupados com o desempenho do setor financeiro. Na semana passada, uma informação publicada pelo Wall Street Journal dizia que o banco de investimento Merrill Lynch fechou acordos com hedge funds (fundos de investimentos de alto risco) com a intenção de maquiar suas contas para ocultar o impacto da crise hipotecária.

O cenário negativo piorou após o Citigroup, maior banco dos Estados Unidos, indicar na última sexta-feira que a instituição acumula dívidas calculadas entre US$ 8 bilhões e US$ 11 bilhões, atribuídas a crise hipotecária norte-americana. A renúncia do presidente-executivo da entidade, Charles Prince, que entregou seu cargo neste domingo, também pesou sobre os negócios do setor financeiro, afetando o humor dos investidores na Ásia.

Destaque nas sessões para as ações de bancos, que lideram as perdas nos pregões. Entre as maiores entidades financeiras asiáticas, os papéis do Mitsubishi UFJ Financial recuavam há instantes 3,14%, enquanto os títulos do Macquarie Bank e os do Kookmin Bank caíam mais de 2%. Já no patamar positivo, as ações do setor de energia são beneficiadas pelos avanços nos preços do petróleo. Os papéis da japonesa Inpex Holdings e da australiana Woodside Petroleum subiam há pouco 0,79% e 0,29%, respectivamente.

Na Bolsa de Xangai, a Petrochina, maior produtora de petróleo da Ásia, começou hoje sua oferta pública de valores (OPV), vendendo seus títulos com um preço 190% acima de seu máximo de subscrição. É a maior OPV realizada nas bolsas chinesas. Os papéis da Petrochina começaram a ser vendidas a 48,60 iuanes (US$ 6,51) no início da sessão, acima dos 16,70 iuanes por ação assinadas (US$ 2,23). Há instantes, os títulos da petrolífera cresciam 0,7%.

Em Tóquio, o Citigroup estreou hoje na bolsa nipônica. As ações do banco norte-americano começaram a ser vendidas a 4,330 ienes na abertura do pregão. Há pouco, mais de 7.100 ações já haviam trocado de mãos.

Entre os mercados da Ásia, o índice japonês Nikkei 225 iniciou a sessão em baixa de 0,35% e Hong Kong abriu com queda de 0,99%. Já Xangai abriu com baixa de 0,51%, enquanto Seul operava com alta de 0,28% nos primeiros minutos do pregão.