De acordo com o presidente da Firjan, os setores que mais sofreram com a restrição de gás foram o siderúrgico e o químico. "No setor siderúrgico, as empresas que mais perderam foram a Companhia Vale do Rio Doce, a CSN e a Gerdau, que perdeu 10% de sua produção. Já no setor químico, especialmente o de vidro foi afetado, já que depende mais do insumo".
Eduardo Eugenio avalia esse racionamento como uma prévia de um problema mais complexo que deve surgir: "Esse racionamento de gás foi uma surpresa. As indústrias não foram comunicadas. Acredito que ele é a ponta do iceberg de um problema muito maior do que sugere a discussao contratual do fornecimento de gás entre a Petrobras e a indústria".
Para resolver a questão e conter a ameaça de apagão, o presidente da Firjan propôs uma reunião emergencial em Brasília com o Governo Federal e os governadores dos Estados atingidos, além dos distribuidores da Petrobras. No encontro, ainda sem data marcada devido à viagem do presidente Luiz Inacio Lula da Silva à Suíça, serão avaliadas alternativas para afastar o risco de um apagão, bem como a conversão das térmicas de gás para óleo.
(Redação - Agência JB)