Roth e o sabor da sua volta por cima

Marcus Eduardo Neves, Agência JB

RIO - Qual o segredo do sucesso do Vasco? A boa fase de Leandro Amaral, a recuperação de Darío Conca, a chegada de Perdigão, a efetivação dos três zagueiros, a subida de produção de Wagner Diniz, enfim, um somatório de fatores bem poderiam responder a questão. No entanto, entre torcedores, ex-jogadores e craques que fizeram história na Colina, o responsável pelo retrospecto do time no Brasileiro tem nome e sobrenome: Celso Roth.

Campeão carioca pelo clube há 20 anos, Tita, que também treinou o Vasco em 2000, deposita a fatura na conta do atual técnico.

- A experiência do Roth, que iniciou seu trabalho logo após o Carioca e realizou diversos amistosos para acertar e conhecer o grupo, contribuiu. Mas a vinda de um jogador como o Perdigão, que só era reserva do Inter porque o elenco do time gaúcho era forte, ajudou bastante. Para mim, esse sucesso do Vasco não é nenhuma surpresa.

O ator e cantor Sergio Loroza, o "Seu Figueirinha" do humorístico A Diarista, ainda precisa se beliscar para crer na posição de sua equipe.

- Surpreendentemente estamos em terceiro. De todos os jogadores, acho o Amaral um mal necessário. Ele se anula para ajudar o time.

Zagueiro campeão nacional pelo Vasco em 1974, Miguel não tem dúvida alguma de que foi Celso Roth quem mudou o astral da Colina.

- O Celso chegou em silêncio, teve um mês para treinar, implantou seu sistema e trabalhou o psicológico do grupo. Além dele, a contratação de um profissional do quilate do Paulo Angioni foi fundamental.

Para Miguel, alguns atletas também merecem elogios.

- O Jorge Luiz hoje é um grande zagueiro, assim como o lateral Wagner Diniz, que está muito bem.