Rafael Sento Sé, Agência JB
RIO - Os operários Jorge Luiz dos Santos, 45 anos, e Marcos Rangel, 44, faziam os últimos reparos na infra-estrutura do pavilhão 4 do Riocentro, quando entrou em quadra a seleção brasileira de Badminton, aquele esporte disputado com raquetes e petecas. Os dois já haviam estranhado a rede baixa de 1,55 metros de altura e ficaram ainda mais surpresos depois que os atletas começaram a aquecer.
É incrível. A gente vê o cara dar uma pancada com a raquete e a peteca vai fraquinha diverte-se Jorge Luiz.
Perguntados se já tinham disputado alguma modalidade parecida, a resposta foi ping-pong, frescobol e peteca. Jorge Luiz estará na torcida pelo Brasil por uma medalha ainda inédita no esporte de raquete mais rápido do mundo.
E cabem explicações: A peteca pode atingir 300 km/h. As grandes forças no continente são Estados Unidos e Canadá. O Brasil pode brigar pelo bronze com Guatemala e Peru. A dupla Guilherme Pardo e Guilherme Kumasaka é a melhor do ranking brasileiro. Kumasaka, o atleta mais experiente, vai para o seu quarto Pan. A melhor colocação na competição foi um quarto lugar. O Brasil tem mais uma dupla formada por Lucas Araújo e Paulo Scala.
Temos um masculino experiente. Ou a gente belisca o bronze agora ou teremos que fazer um trabalho de renovação muito grande analisa o chefe da delegação Gilberto Nogueira.
No feminino, Paula Beatriz Pereira e Thayse Cruz, a melhor dupla brasileira na atualidade, podem brigar pelo bronze desde que não peguem logo de cara Estados Unidos ou Canadá, favoritos também no feminino.
Estamos torcendo para cair numa chave boa, porque a competição é mata-mata, quem perder está fora admite a técnica Vera Mastrascusa. A tabela será conhecida na quinta-feira.
As atletas Fabiana Silva e Mariana Arimori completam a seleção, que tem um grande desafio a superar: a pouca experiência. A média de idade da seleção feminina é de 19 anos. Os preparativos para os jogos incluíram quatro competições internacionais. A equipe, no entanto, contará com um reforço extra nas arquibancadas. Num esporte dominado por atletas de Campinas, a única representante carioca da equipe, Paula Beatriz Pereira, convocou a torcida.
Vai ser uma ajuda a mais. Chamei a família, os amigos do colégio, vem todo mundo avisa a competidora.
Ontem, treinaram nas instalações do Riocentro as equipes de Cuba, Estados Unidos, Guatemala e Trinidad e Tobago.