Correa notificou sua decisão em carta, cujo conteúdo será divulgado pela Chancelaria, disse uma alta funcionária do Ministério da Economia, pedindo para não ter o nome revelado.
"Correa decidiu declarar Somensatto 'persona non grata', conforme estabelecido pelo artigo 9 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, o que foi imediatamente comunicado ao Banco", assinalou a carta.
Segundo fontes diplomáticas, a resolução implica na "expulsão do delegado", embora não necessariamente a suspensão das atividades do Bird em Quinto.
"A declaração de 'persona no grata' implica que Somensatto deve abandonar o país num prazo que pode ser muito urgente, pouco urgente ou nada urgente", explicou José Luis Moreno, ex-diplomata, ao jornal El Comercio.
Outras fontes consultadas pela AFP anteciparam que o assunto será tratado diretamente pela chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa.
A porta-voz do escritório do Bird em Quito, Paola Vallejo, recusou-se a falar a respeito. "Não temos nenhuma informação para dar", disse à AFP.
Desde 15 de abril, Correa anunciou três vezes que expulsaria Somensatto em represália "à chantagem".
Segundo o chefe de Estado, o Bird congelou um empréstimo aprovado de 100 milhões de dólares em resposta às reformas de uma lei destinada a recompra da dívida externa pública.
"Como cheguei ao ministério e não sou mensageiro do Bird, bloquearam o cheque. Ficaram dando voltas durante três meses e, quando fui a Washington, responderam-me que tinham feito isso por ter reformado uma lei interna, quer dizer, castigaram um país soberano por modificar uma lei nacional", comentou.
"O Equador é um país soberano e não agüentaremos chantagens desta burocracia internacional", afirmou Correa, que promove o fim de políticas neoliberais e o fortalecimento do Estado em vários setores da economia.
As informações são da AFP.