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Natália Falavigna retorna ao Brasil para se preparar para o Pan

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Portal Terra

RIO - Após a medalha de bronze no Mundial de Taekwondo, encerrado nesta semana em Pequim, Natália Falavigna retornou ao Brasil para tratar lesão no tornozelo direito, que a incomoda desde antes da viagem para a Ásia. A atleta não seguiu com o restante da delegação para treinamento na Coréia do Sul. O objetivo dela é estar preparada para os Jogos Pan-Americanos.

- Quero estar totalmente recuperada e na melhor forma para o Pan - justifica a campeã mundial de 2005 na categoria até 72 quilos.

Também retornaram os atletas Marcel Wenceslau, Gilvan Santos, Licínio Soares, Katia Arakaki, Paula Caroline e Aparecida Santana.

Sem conseguir repetir o ouro que a consagrou na Espanha, Natália - que caiu nas semifinais diante da mexicana e nova detentora do título Maria Espinoza - viu o desempenho do Brasil na competição despencar.

Na classificação geral, o Brasil passou do 5º lugar para o 19º em 2007. Há dois anos, além da lutadora paranaense, Márcio Wenceslau também subiu ao pódio. Ficou com a prata na categoria até 62 kg. Desta vez, o seu irmão Marcel ganhou a medalha de bronze.

Embora considere que o taekwondo passe por uma fase de crescimento técnico no Brasil, Natália lamenta que a área administrativa não acompanhe essa evolução.

- O vice-presidente Marcelino Soares vem fazendo um bom trabalho. Nossos treinadores também são ótimos. Mas nenhum lutador se sente valorizado recebendo um salário de R$ 600 por mês - lamenta.

No Mundial, Natália observou adversárias que poderão cruzar seu caminho em julho, no Rio.

- Percebi que ninguém está no auge. Mas é difícil antecipar quem estará forte no Rio de Janeiro. México e Cuba foram bem, mas isso não quer dizer que sejam favoritos. A Venezuela foi mal, mas também não significa que não tenha chances, até porque está investindo muito no taekwondo - avalia.

Na opinião de Natália, se funcionou como termômetro das possibilidades brasileiras no Pan, o Mundial da China não pode servir de referência como prévia dos Jogos Olímpicos de 2008.

- A organização foi muito ruim. Eu mesma sofri com isso. Cheguei para lutar às 7h e só lutei às 18h. Várias finais só foram disputadas por volta das 23h. Nunca havia visto um Mundial assim - critica a atleta de 23 anos.