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Saída de Rondeau mexe com os ânimos do setor

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São Paulo, 22 de maio de 2007 - O setor elétrico está apreensivo. Empresários da área disseram que a crise que atingiu o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, provoca incertezas num momento em que o Brasil precisa ampliar sua capacidade de geração de energia. As declarações foram feitas em evento promovido hoje por entidades para discutir os desafios do segmento e relançar a Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional. Se o segundo escalão do ministério também for alterado, alertaram os investidores, o estrago pode ser maior. Cobraram também um substituto com perfil técnico.

'O Programa de Aceleração do Crescimento não será paralisado, mas pode haver uma descontinuidade temporária. Não temos tempo para isso. Estamos com a corda no pescoço', disse o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Auto-produção de Energia Elétrica (Abiape), Mário Menel.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Vianna, a mudança pode fazer com que o governo demore a executar políticas públicas.

'Nos últimos anos temos observado continuidade na condução do Ministério de Minas e Energia. Os técnicos são os mesmos. A interlocução é a mesma. Independentemente do ministro, esse espaço será preservado', ponderou o presidente da Associação Brasileira dos Agentes Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Paulo Pedrosa.