Em um fórum realizado esta semana em La Paz, os empresários bolivianos do setor sucroalcooleiro apresentaram suas projeções para gerar e exportar biocombustíveis, e enfatizaram sua crescente demanda nos mercados europeus, japonês e dos Estados Unidos.
"A iniciativa privada defende a ampliação da fronteira agrícola, principalmente em relação à cana-de-açúcar. O etanol pode ser um grande negócio para quem possui grande quantidade de terras em Santa Cruz", apontou o vice-ministro Donaire.
Os produtores da região oriental boliviana, uma das mais ricas do país, exportaram 60 milhões de litros de etanol para a Europa em 2006. Já neste ano, a previsão é de que 100 milhões de litros do combustível sejam exportados. Além disso, fontes ligadas ao setor asseguram que a produção de etanol na Bolívia poderá gerar quase 150 mil empregos até 2010.
Os principais aliados de Morales, o venezuelano Hugo Chávez e o cubano Fidel Castro, já se posicionaram contra os biocombustíveis, principalmente após a aliança feita entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu colega norte-americano, George W. Bush, para produzir este tipo de combustível no continente.
Os Estados Unidos e o Brasil detêm 70% da produção mundial de etanol, cuja principal matéria-prima é a cana-de-açúcar e o milho.