Agência JB
RIO - A segunda etapa da Copa do Mundo de Canoagem Velocidade que começa, nesta sexta-feira, em Szeged, na Hungria, dá continuidade à preparação dos canoístas brasileiros que competirão nos Jogos Pan-americanos Rio 2007. Analisando os resultados dos paises das Américas que participam do circuito europeu, os canadenses são os adversários mais difíceis a serem batidos no Pan.
Na primeira etapa do circuito, realizada no último fim de semana, em Zagreb, na Croácia, os canadenses foram finalistas em onze das doze provas que serão disputadas no Pan-americano K1 e K2 500m; K1, K2 e K4 1000m; C1 e C2 500m, C1 e C2 100m, além do K1, K2 e K4 500m feminino. Os canoístas brasileiros chegaram a quatro finais nestas provas.
- Vamos trabalhar cada vez mais forte para estarmos bem preparados para o Pan. Esta experiência na Europa está sendo muito recompensadora para analisarmos nossos principais adversários em junho, no Rio de Janeiro - exalta Álvaro Koslowisky, técnico da equipe feminina do Brasil.
No K2 500m feminino a embarcação brasileira composta por Naiane Pereira e Daniela Alvarez garantiu o oitavo lugar na final B - competida entre os canoístas que ficaram entre 10º e 18º nas semifinais com uma diferença de pouco mais de cinco segundos para as campeãs da final B, a equipe da Itália. No K4 500m o Brasil chegou em sexto lugar na final B, na frente da Argentina e menos de um segundo atrás da embarcação das norte-americanas. Esta categoria foi vencida pelas chinesas que ficaram com o ouro na final A.
No masculino, o Brasil chegou às finais do K1 e K4 1000m, ambas atrás dos canadenses. No K1 1000m, representado pelo maior campeão da história da canoagem brasileira, Sebastian Cuattrin, o Brasil ficou em oitavo lugar na final B. No K4 1000m, considerada a mais forte embarcação do Brasil e maior esperança de medalha no Pan, os canoístas brasileiros garantiram o sétimo lugar na final B, com o tempo de 3:08,842, menos de quatro segundos atrás dos noruegueses que levaram o título na final B. Nesta prova o Brasil ficou na frente dos norte-americanos que chegaram em oitavo e atrás dos argentinos, sexto colocados.
- Vamos seguir treinando forte para chegarmos perto do patamar europeu de canoagem, hoje o mais forte do mundo. O objetivo é estarmos bem preparados para o Pan-americano e conquistarmos um recorde em medalhas nesta competição - ressalta João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem.
No último Pan-americano, em Santo Domingo (2003), a canoagem brasileira conquistou seu melhor resultado na história com a conquista de cinco medalhas para o país. Guto Campos levou medalha de ouro na prova do K-2 500m - a primeira da história - e Cuattrin levou três pratas, nas provas de K-1 1000m, K-1 500m e K-4. Fábio Demarchi e Roger Calmo ainda garantiram o bronze no K2 1000m.