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TIM e Vivo se apoiarão, diz Telefônica

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RIO, 16 de maio de 2007 - A compra de parte do capital da Telecom Italia pela Telefônica aproximará as concorrentes Vivo e TIM, mas não resultará em fusão, conforme frisou o presidente da Telefônica no Brasil, Antonio Valente. O executivo falou em apoiar a TIM e frisou que as empresas terão gestões distintas. Mesmo porque, como lembrou, a fatia da italiana comprada pela companhia espanhola é pouco expressiva para provocar a união entre as duas subsidiárias.

"Temos 6,9% das ações da Telecom Itália lá no alto da cadeia", disse, acrescentando que isso é nada na TIM Brasil.

Valente disse, contudo, que o Brasil não deverá ficar à margem do processo de consolidação de empresas - com fusões e aquisições - que acontece hoje em todo o mundo.

"Eu diria que é muito pouco provável que o Brasil consiga ficar à margem desse processo", afirmou. "Esperamos que as autoridades entendam que o foco da operação é a Europa, não é Brasil, nem Argentina", afirmou o executivo, após participar do XIX Fórum Nacional na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Valente afastou também a possibilidade de fusão no futuro, embora rumores das matrizes tenham abordado o contrário.

"Entendemos que os cuidados que já tomamos geram conforto para as autoridades brasileiras", completou. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverão analisar as conseqüências do negócio anunciado na semana passada.

(Sabrina Lorenzi - Gazeta Mercantil Tempo Real)