Entenda a nova lei de aborto no México

Agência JB

RIO - No final do mês de abril foi aprovada no México, uma lei que garante o direito das mulheres de abortarem no primeiro trimestre da gravidez. O país já garantia as mulheres o direito de terminar a gestação em caso de risco de vida para a mãe, estupro e grave defeito genético do feto.

A votação que nem de perto foi apertada, foram 46 votos pró emenda e 19 contra, visa garantir a criação de centro particulares para a prática do aborto e acesso gratuito à prática em hospitais da rede pública. Menores de 18 anos só podem dar fim a gestação com autorização dos pais.

Os opositores da medida prometem recorrer. Eles terão o apoio nesta causa dos médicos e auxiliares da rede pública de saúde que se recusam a praticar o aborto mesmo nos casos já previstos por lei.

Como uma nação predominantemente católica, espera-se também algum nível de comoção popular. O México é também um dos países da América Latina com os maiores índices de problemas sociais, o que é o forte argumento dos socialistas para empreender essa mudança de rumos nas opções de controle de natalidade.

A opinião da igreja católica sobre o assunto é clara. O aborto é um crime contra a vida e não deve ser legalizado em nenhuma circunstância.

Em pronunciamento, em nome da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto, que além de sacerdote é médico de formação, falou sobre a aplicação do Neo Malthusianismo nas entidades que para corrigir o avanço populacional pregam o uso de contraceptivos e o aborto em qualquer fase da gestação como uma simples forma de expressão quanto a liberdade da mulher de tomar decisões sobre seu próprio corpo.

Dom Antônio Angusto fala da relação paradoxal dos mexicanos com a religião. Os mexicanos, além de extremamente católicos, são devotos de Santa Maria Guadalupe, mas os padres na capital usam roupas comuns no lugar das batinas.

O movimento para a legalização do aborto é um fenômeno mundial. Em Portugal, recentemente, houve um plebiscito para a população se manisfestar sobre o assunto. No México, o movimento socialista ganhou força com a recente onda de violência e as altas taxas de pobreza e criminalidade.

Dom Antônio Augusto pontua, que nem quando a mãe corre risco de vida o aborto deve ser aceito como solução. Se o bebê for viável, mãe e médicos devem fazer o melhor uso da técnologia e esperar pelo menos até o quinto mês para fazer uma cesaria e assim salvar a vida da criança.

O assunto será tratado no próximo encontro de bispos sobre a vida em Aparecida. Serão discutidos nesse encontro questões como o orquestramento da ONU para mobilizar força política favorável à legalização do aborto.

Segundo Dom Antônio Augusto, que confirmou que este é um dos principais assuntos em pauta no encontro de Bispos em Aparecida na Bolívia, a ONU junto com ONGs de assistência humanitária colocaram a ajuda financeira para o combate ao narcotráfico condicionada a aprovação do aborto no país.