ASSINE
search button

Salgueiro, Grande Rio e Beija-Flor estão no páreo

Compartilhar

Agência JB

Rio - O luxo imperou na segunda noite de desfiles do Grupo Especial na Passarela do Samba. Mas, se os enredos africanos foram capazes de proporcionar luxo e beleza para fantasias e alegorias, especialmente do Salgueiro e da Beija-Flor, as letras dos sambas, com palavras de dialetos nagô, atrapalharam um pouco a

harmonia. E o primeiro ano de Cidade do Samba fez com que muitas escolas perdessem a mão na confecção dos carros alegóricos. Repetindo o que aconteceu no domingo, muitas tiveram que correr para corrigir os brancos formados entre as alegorias e as alas antes da faixa que marca o início oficial do desfile, diante da enorme dificuldade nas manobras para ingressar na avenida. Salgueiro, forte candidata a retornar no sábado das campeãs, sofreu um bocado na área de armação.

Outra cena recorrente foi o uso da palha e de materiais mais rústicos, associados ao luxo das plumas. A Beija-Flor que o diga. O carnaval mais oneroso da história da escola misturou cizal com milhões de pulumas e miçangas, materiais mais caros para a confecção das fantasias e alegorias.

O "estilo Paulo Barros", de alegorias vivas, com grupo de pessoas evoluindo formando efeitos inesperados, contagiou vários carnavalescos e se fez presente em várias escolas.

Por falar em Paulo Barros, a Tijuca fez um desfile grandioso, provando não ter sentido enm um pouco a saída do carnavalesco, símbolo de criatividade e ousadia no Carnaval do Rio.

Salgueiro, Imperatriz, Grande Rio e Beija-Flor são fortes candidatas à disputa do título com Viradouro, Mangueira e Vila. E não será supresa se seis delas voltarem a desfilar no sábado das Campeãs. Entre todas, a Imperatriz foi a que fez o desfile menos glamuroso e entusiasmado. A escola não era, nem de longe, a Imperatriz do tricampeonato (99, 2000 e 2001).

A Portela, que aproveitou o ano dos Jogos Pan-Americanos do Rio para fazer um enredo esportivo, agradou o público, mas teve problemas com harmonia. A bateria acelerou demais e a escola correu muito no final.

A Beija-Flor, para variar, fez um desfile tecnicamente perfeito e já acalenta o sonho de voltar campeã para o desfile de sábado. Mas o Salgueiro surpreendeu, com fantasias de extremo bom gosto, muito bem acabadas, alegorias luxuosíssimas e muito, mas muito samba no pé. A garra da escola do Borel contaguou as arquibancadas.