Frederico Zartore, Agência JB
RIO - Correria. Essa é a palavra de ordem nos canteiros de obras espalhados pelo Rio de Janeiro. As instalações esportivas que estão sendo construídas e/ou reformadas para os Jogos Pan-Americanos precisam de horas de trabalho que não se sabe se existem. Operários trabalham dia e noite para tentar entregar em tempo os locais das competições.
As obras que mais preocupam são: a Cidade dos Esportes e o Estádio Olímpico João Havelange, ambos de responsabilidade da Prefeitura do Rio de Janeiro; o Ministério dos Esportes com as obras do Complexo Esportivo de Deodoro, na Vila Militar; o Governo do Estado com o Estádio de Remo da Lagoa e o Maracanã com seus dirigentes de futebol a tira colo. Todos com seus cronogramas no limite.
Para o secretário geral do CO-Rio, Carlos Roberto Osório, a realidade é outra, e acredita que em maio tudo estará entregue.
- As obras estão em ritmo acelerado, como todos que visitam as instalações podem ver. Aguardamos receber tudo durante o mês de maio. Quanto à visita da Odepa, vamos discutir todas as instalações. A Marina tem hoje dificuldades em termos judiciais e nós falaremos abertamente sobre todas as questões. - explica.
Durante um encontro com jornalistas no Rio, Nuzman ressaltou a importância da construção de arenas esportivas de alto nível na cidade, mas admite que não espera que o Pan tenha a melhor organização já vista em eventos esportivos de grande porte. E diz que o melhor que puder ser feito, será.
- Não tenho a meta de ter a melhor organização do mundo. Penso que cada cidade tem sua característica, e desejo que o Pan de 2007 tenha a melhor organização possível, dentro das características da cidade do Rio de Janeiro.
Mesmo com todos os impasses, em julho, o Rio de Janeiro sediará a maior competição esportiva das Américas, os Jogos Pan-Americanos. Uma grande festividade do esporte que contará com a presença de 42 países e, aproximadamente, 5500 atletas.