CINEMA

Críticas - Filmes orientais que valem uma olhada atenta

Por TOM LEÃO
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Publicado em 02/02/2024 às 11:26

Alterado em 02/02/2024 às 11:26

O coreano 'Vidas passadas' está concorrendo a dois Oscars 2024 Foto: divulgação

Coincidentemente, temos três títulos do cinema oriental em cartaz ultimamente, e todos valem a conferida. A saber:

‘MONSTER’, de Kore-Eda Hirokazu. ***** - A produção japonesa já está em cartaz no Brasil há algumas semanas. Mostra uma mesma história sob pontos de vista diferentes, mas sem usar exatamente o chamado ‘efeito Rashomon’ (criado no filme homônimo de Kurosawa). Mostra uma mãe que vai tomar providências após perceber que o filho está sendo molestado na escola. A princípio, a culpa recai sobre um dos professores. Mas a verdade é bem mais profunda e complexa. Envolve o melhor amigo do menino e uma trama de preconceitos. Um filme que nos deixa pensativos muito tempo após assisti-lo.

‘SOBREVIVENTES, DEPOIS DO TERREMOTO’ (‘Concrete Utopia’) ****Esta produção sul-coreana, de tons distópicos, passa bem longe de um filme catástrofe convencional. Mostra o que acontece depois que um grande terremoto destrói grande parte de Seul, restando apenas um grande condomínio. Com o passar do tempo, o prédio se torna o único local seguro e habitado, e todos os seus moradores precisam seguir novas regras de convívio, bem como rechaçar os invasores. As noções de civilidade vão sendo deixadas de lado, aos poucos, em nome da sobrevivência. O ser humano é volúvel. E selvagem.

‘VIDAS PASSADAS’ (‘Past lives’), de Celine Song *** - É o mais cotado e badalado da lista, porque concorre a dois Oscars este ano: os de melhor filme e roteiro original. É uma história na linha ‘e se...?’. Na Coréia contemporânea, um menino e uma menina mantêm uma bela relação, desde os tempos de escola, namoradinhos, prometidos um ao outro. Contudo, a menina se muda com os pais para o Canadá e, depois, Nova York. O menino fica na Coréia e segue com sua vida, mas sem nunca se casar. Com o uso da tecnologia atual, continuam mantendo contato todo o tempo. Até que, um dia, 20 anos depois, ele vai visita-la em Nova York. E fica claro que ela (agora uma escritora, casada) era a mulher de sua vida. Ainda dá tempo?

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COTAÇÕES: ***** excelente / **** muito bom / *** bom / ** regular / * ruim / bola preta: péssimo.

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