E os premiados da Mostra de Cinema de Tiradentes 2023 são...
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O filme mineiro “As linhas da minha mão”, de João Dumans, foi o título vencedor de melhor longa-metragem da Mostra Aurora, na 26º edição da Mostra de Cinema de Tiradentes.
A Aurora é a principal mostra do evento. Pelo segundo ano consecutivo, um trabalho de Minas Gerais vence a categoria.
O filme – que foi escolhido pelo Júri Oficial formado por críticos, pesquisadores e profissionais do audiovisual – fala de afetos, vivências, saúde e relações urbanas.
O Troféu Carlos Reichenbach, concedido pelo Júri Jovem ao melhor longa-metragem da Mostra Olhos Livres, premiou “O canto das amapolas" (RJ), de Paula Gaitán, uma das grandes realizadoras em atividade no cinema brasileiro.
O Prêmio Helena Ignez, do Júri Oficial para destaque feminino em qualquer função nos filmes das Mostras Aurora e Foco, foi dado para Edna Maria, protagonista do filme paraibano “Cervejas no escuro”. Na justificativa, o júri destacou a espontaneidade como a marca da atuação da atriz.
Na Mostra Foco, o Júri Oficial escolheu o curta-metragem “Remendo” (ES), de Roger Hill. Na justificativa, os jurados destacaram o som inventivo, a direção de arte apurada, os diálogos inteligentes e a estrutura bem arquitetada do filme.
O curta-metragem “Remendo” ganhou o Prêmio Canal Brasil de Curtas que oferece R$ 15 mil reais a um título da Mostra Foco, com júri formado pelo próprio Canal.
“O Estranho” (SP), de Flora Dias e Juruna Mallon, venceu o Prêmio 02 Play pela sua narrativa que apresenta um personagem fora do comum e que incita a reflexão dos espectadores.
“As muitas mortes de Antônio Parreiras” (RJ), de Lucas Parente, levou o Prêmio DOT The End, que é oferecido pelo Festival de Málaga na Conexão Brasil CineMundi. A categoria WIP Exibição foi para “Idade da pedra” (SP), de Renan Rovida.
No Júri Popular, escolhido pelos espectadores da mostra, o longa-metragem mais votado foi “A filha do palhaço” (CE), de Pedro Diógenes. Já na categoria de curtas-metragens, o escolhido foi “Nossa mãe era atriz” (MG), de André Novais Oliveira e Renato Novais de Oliveira.
1º Fórum de Tiradentes foi um dos destaques desta edição
A Mostra de Cinema de Tiradentes é uma plataforma de lançamento do cinema brasileiro contemporâneo. Além da exibição dos filmes, realiza encontros, diálogos audiovisuais, oficinas e exposições.
Com a temática Cinema Mutirão, exibiu gratuitamente nesta edição 134 títulos (38 longas, 3 médias e 93 curtas-metragens) vindos de 19 estados brasileiros além de ter promovido inúmeros debates sobre o momento atual do audiovisual brasileiro.
Um dos pontos altos foi a realização do 1º Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual Brasileiro.
Carmen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e Alex Braga, presidente da Ancine, marcaram presença no Fórum.
A ministra esteve na abertura e, na sua fala, exaltou a importância da arte na formação de uma nação e principalmente os direitos culturais como princípios garantidos na Constituição.
“A arte faz a gente transformar o mundo através da nossa dignificação. Já na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, feita depois da Segunda Guerra Mundial, estão lá artigos que garantem o direito de todos de produzir e ter acesso à criação artística”, lembrou Carmen Lúcia.
Foi gerado um documento – Carta de Tiradentes – com o resultado das discussões, reflexões e plenárias do Fórum e distribuído ao público presente.
A 26ª foi mais uma ótima edição dessa mostra que é considerada uma das mais importantes do País entre as realizadas pela área cinematográfica.