Itaú Cultural Play exibe festival de documentários musicais...

...E lança mostra de produções que marcaram a história do cinema brasileiro

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Pela primeira vez, o festival dedicado ao documentário musical disponibiliza, na Itaú Cultural Play, obras que compõem a edição deste ano em um total de oito longas e curtas-metragens produzidos nos últimos dois anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Amapá, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. A plataforma estreia, ainda, mostra permanente de filmes que marcaram a história do cinema brasileiro com a linha curatorial voltada para a diversidade da produção nacional ao longo da sua história cinematográfica.

 

De 16 a 26 de junho, a Itaú Cultural Play recebe programação exclusiva da edição 2022 do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical. A mostra traz oito filmes brasileiros produzidos nos últimos anos, que ainda não estrearam nos cinemas ou outras plataformas online. No dia 17 (sexta-feira), a coleção Histórias do Cinema Brasileiro entra no catálogo do streaming em caráter permanente.

Com foco em filmes realizados no país, que marcaram a cinematografia brasileira, 10 produções iniciam esta grade, que contará com novos lançamentos mensais. Destacam-se, Limite, de Mário Peixoto, um dos mais importantes filmes da história do cinema nacional, de 1931, São Paulo, sinfonia da metrópole, este de 1929, dirigido por Adalberto Kemeny e Rodolpho Rex Lustig. Mais recentes, O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, e Cidade Oculta, de Chico Botelho.

Ambas as mostras marcam o aniversário de um ano da plataforma de streaming lançada em 19 de junho de 2021, dia do cinema brasileiro. Durante este ano, o catálogo iniciado com 135 filmes cresceu para mais de 500 produções de todos os estados do Brasil. Gratuita, a Itaú Cultural Play pode ser acessada pelo site www.itauculturalplay.com.br e nos dispositivos móveis Android e IOS.

 

In-Edit Brasil

Festival de cinema dedicado exclusivamente ao documentário musical, o In-Edit Brasil exibe desde 2009 o que de melhor se produz no formato, dentro e fora do Brasil. A equipe do festival selecionou oito produções, de cinco estados brasileiros, para serem assistidas na plataforma do Itaú Cultural.

O Rio de Janeiro está representado pelo documentário As canções de amor de uma bixa velha (2020). Realizado pelo cineasta André Sandino Costa, uma reflexão genuína sobre a condição de homem negro, gay e de terceira idade. Do Rio Grande do Sul, Marco Poglia, Magnólia Dobrovolski e Mário Saretta dirigiram Berimbauzeiro (2021), em que Mestre Churrasco, no interior do estado, realiza diversos experimentos sonoros, a partir de berimbaus não-convencionais, construídos por ele mesmo.

Gravado no Amapá por Aron Miranda e Cassandra Oliveira, Passar Uma Chuva (2020) adota no nome um ditado comum do Amapá para se referir a pessoas que foram para lá de passagem. Mas o violonista Nonato Leal ficou por lá por sete décadas e reflete sobre sua música e vida. Lenha, Brasa e Bronca: A História de Jacildo e Seus Rapazes (2021), filme do Mato Grosso do diretor Dennis Rodrigues. O título do filme é o nome de uma garage band dos anos 60. Nascida em Cuiabá, tornou-se uma das responsáveis por difundir o gênero nas regiões Centro-Oeste e Norte do país.

De São Paulo, os filmes são A Orquestra das Diretas (2022), de Cauê Nunes, Cine Rabeca (2022), da diretora Marcia Mansur, Sobre Pardinhos e Afrocaipiras (2021), de Daniel Fagundes, e Tambores da Diáspora (2021), do cineasta João Nascimento.

As sinopses e fichas técnicas dos filmes estão disponíveis no arquivo atachado.

 

Diversidade do cinema nacional

Nova coleção permanente da plataforma, a mostra Histórias do Cinema Brasileiro mergulha nos diferentes caminhos que o audiovisual nacional tomou desde suas origens, passando pelos seus mais de 100 anos de vida.

Primeiro longa-metragem de Rogério Sganzerla, O bandido da luz vermelha (1968) é um clássico e, para o diretor, um faroeste do terceiro mundo. O personagem protagonista é o temido bandido Paulo Villaça, perseguido pela polícia entre os becos da Boca de Luxo, enquanto ele narra a sua história no crime e reflete sobre a existência.

Marco do cinema dos anos de 80, Cidade oculta, de Chico Botelho, é estrelado pelo músico Arrigo Barnabé e pela atriz Carla Camurati. Ele, um chefe de gangue, e ela, bandida e estrela de shows noturnos, se apaixonam e são perseguidos por um policial corrupto para um acerto de contas com a dupla de marginais.

A hora da estrela, de Suzana Amaral, tem a impecável atuação de Marcélia Cartaxo no papel de Macabéa, rendendo a ela o prêmio Urso de Prata no Festival de Berlim de 1986. A história segue a rotina de uma migrante que vive a rotina caótica de São Paulo, entre as dificuldades e alegrias do seu dia em uma grande metrópole.

A seleção traz também Limite, de 1931. Considerado pela crítica um dos grandes filmes da história do cinema nacional, o longa-metragem de Mário Peixoto tem como enredo a situação aflitiva de duas mulheres e um homem, perdidos no mar em uma pequena embarcação prestes a afundar.

Filme mais antigo dessa lista, São Paulo, sinfonia da metrópole (1929) recorre à riqueza da capital paulista nos finais da década de 1920. Dirigido por Adalberto Kemeny e Rodolpho Rex Lustig, o documentário mostra como o cotidiano nas ruas se combina à celebração de vários aspectos da metrópole, como suas instituições, automóveis e arranha-céus.

Dirigido por José Mojica Marins, em 1964, À meia noite levarei sua alma apresentou para o público seu famoso personagem Zé do Caixão, um doentio e cruel agente funerário. Para satisfazer seu desejo, o coveiro causa o maior impacto em todas ao seu redor, das crenças religiosas aos mais profundos valores morais.

A comédia A baronesa transviada (1957), de Watson Macedo, traz Dercy Gonçalves como protagonista dessa produção roteirizada por Chico Anysio. Sempre espontânea e desbocada, a atriz brilha no papel da heroína pobre que enriquece pela sorte, invertendo papéis sociais e criando confusões em um clima carnavalesco. Mais uma comédia de Macedo, Alegria de viver, de 1958, tem participação do cantor Roberto Carlos em um enredo que se desenvolve entre os embalos do rock’n’roll, a cultura musical norte-americana que invadiu o Brasil – e o mundo – nos anos 50.

Em Mar de rosas, comédia de Ana Carolina, realizada em 1977, um casal está na estrada, dentro de um carro, em viagem com a filha adolescente. Depois de fortes brigas entre o casal, já abrigados em um hotel, a mulher corta o marido com uma gilete. Mãe e filha fogem e vivenciam situações inusitadas e tragicômicas. Piconzé (1972), de Yppê Nakashima, traz a história do menino Piconzé, a menina Maria Esmeralda e seus amigos e familiares. Certo dia, o bandido Bigodão e seus capangas chegam na cidade, roubam casas e sequestram a garota. Piconzé e os amigos embarcam em uma aventura para resgatá-la.

A coleção se completa com outros 12 filmes que já se encontram no catálogo: Alma no olho, dirigido por Zózimo Bulbul em 1973; Cabra marcado para morrer, documentário de 1984, dirigido por Eduardo Coutinho; Corisco, o diabo loiro, realização de Carlos Coimbra em 1969; Braza dormida, realizado por Humberto Mauro e lançado em 1928; Os cafajestes, de Ruy Guerra, 1962; Deus e o diabo na terra do sol, filme de 1964, de Glauber Rocha; Boi Aruá, de 1984, sob direção de Chico Liberato; Pixote – a lei do mais fraco, de Hector Babenco, 1981; Meow!, curta de animação de Marcos Magalhães, 1981; Que bom te ver viva, de 1989, realização de Lúcia Murat; Wai’á Rini, o poder do sonho, de Divino Tserewahú, 2001; e O dia de Jerusa, dirigido por Viviane Ferreira em 2014.

 

SERVIÇO: Itaú Cultural Play / De 16 a 26 de junho de 2022 / IN-EDIT 2022 / 17 de junho de 2022 (sexta-feira) / Mostra Histórias do cinema brasileiro / Em www.itauculturalplay.com.br

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