Cannes /2022 anuncia vencedores; 'Triangle of sadness' leva a Palma de Ouro

Nesta 75ª edição, renomados cineastas como James Gray, Cristian Mungiu, Park Chan-Wook, David Cronenberg, Claire Denis, Kore-eda Hirokazu e os Irmãos Dardennes, entre outros, estiveram em Cannes concorrendo à Palma de ouro

Foto: Fredrik-Wenzel/©Plattform
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O Festival de Cannes, um dos eventos cinematográficos mais importantes do mundo, anunciou nesse sábado (28) os premiados de sua 75ª edição. Vincent Lindon, presidente do Júri da mostra oficial, foi um dos condutores da cerimônia solene de premiação. “Triangle of sadness”, do cineasta sueco Ruben Östlund, ganhou a Palma de Ouro, principal prêmio do festival.

Östlund começou agradecendo por vencer sua segunda Palma de Ouro (ele conquistou o prêmio em 2017 pelo filme “The square: a arte da discórdia”). A seguir falou sobre o processo de “Triangle of sadness”. “Minha intenção foi fazer um filme que provocasse reflexões”, disse o diretor visivelmente emocionado.

O Grand Prix, segundo prêmio mais importante de Cannes, foi dividido entre “Stars at noon”, da francesa Claire Denis e “Close”, de Lukas Dhont (Bélgica).

O prêmio de Melhor Diretor, apresentado pelo cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn, foi para Park Chan-Wook, pelo filme “Decision to live”.

“Tori et Lokita”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne, ganhou o prêmio de Aniversário da 75ª edição do Festival de Cannes.

O prêmio do Júri foi dividido entre: “Le otto montagne”, de Charlotte Vandermeersch e Felix van Groeningen; e “Eo”, de Jerzy Skolimowski.

O prêmio de Melhor Roteiro foi para Tarik Saleh, pelo filme “Boy from heaven”.

Zar Amir Ebrahimi ganhou o prêmio de Melhor Atriz pelo filme “Holy Spider”, de Ali Abbasi.

O prêmio de Melhor Ator foi para Song Kang-Ho por sua interpretação no filme “Broker”, de Kore-Eda Hirokazu.

A Câmera de Ouro de Melhor Primeiro Filme foi: “War pony”, de Riley Keough e Gina Gammell.

A Palma de Ouro de Melhor Curta-Metragem foi para “The water murmurs”, de Jianying Chen.

 

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Ruben Östlund, diretor de 'Triangle of sadness', vencedor da Palma de Ouro (Foto: Foto: Festival de Cannes)
 

 

Diretores consagrados, ótimos filmes com muitos temas do mundo atual e a guerra da Ucrânia foram marcos de Cannes/2022

Nesta 75ª edição, renomados cineastas como James Gray, Cristian Mungiu, Park Chan-Wook, David Cronenberg, Claire Denis, Kore-eda Hirokazu e os Irmãos Dardennes, entre outros, estiveram em Cannes concorrendo à Palma de ouro.

Nas telas, foi predominante a abordagem de temas retratando as turbulências do mundo contemporâneo, não só nos documentários, mas também em muitos filmes baseados ou inspirados em histórias reais.

Além dos selecionados para a mostra oficial, nomes cultuados trouxeram a Cannes seus novos trabalhos, como o italiano Marco Bellocchio (“Esterno notte”); o francês Olivier Assayas (“Irma Vep”); o americano Ethan Coen (“Jerry Lee Lewis: trouble in mind”); Joseph Kosinski (“Top gun: maverick”, estrelado por Tom Cruise); e o australiano Baz Luhrmann, com “Elvis”.

Cinema à parte, a guerra da Ucrânia esteve presente em muitos discursos e em fortes protestos como o de uma jovem que invadiu o tapete vermelho nua com a frase “parem de nos estuprar”, escrita em seu corpo despido. O ato foi interrompido por seguranças, que cobriram a mulher com um casaco e a retiraram do local.

 


Brasileiros

O Brasil teve uma participação reduzida.

Não constou da mostra oficial, mas marcou uma importante presença com a inclusão na Cannes Classics de “Deus e o diabo na terra do sol”, do consagrado cineasta Glauber Rocha. O filme teve uma sessão em cópia restaurada, 58 anos depois da estreia em 1964, quando integrou a mostra oficial.

E também com a coprodução da RT Features do brasileiro Rodrigo Teixeira, no filme “Armageddon time”, de James Gray, que concorreu à Palma de Ouro. Ambientado na Nova York de 1980, o longa é inspirado na infância do diretor e estrelado por Anne Hathaway, Jeremy Strong e Anthony Hopkins.

 

Relação dos Principais Prêmios

Palma de Ouro: “Triangle of sadness”, de Ruben Östlund;

Grand Prix: dividido entre “Stars at noon”, de Claire Denis e “Close”, de Lukas Dhont;

Melhor diretor: Park Chan-Wook, pelo filme “Decision to live”;

Melhor ator: Song Kang-Ho, em “Broker”, de Kore-Eda Hirokazu;

Melhor atriz: Zar Amir Ebrahimi, em “Holy spider”, de Ali Abbasi;

Prêmio do Júri: dividido entre “Le otto montage”, de Charlotte Vandermeersch e Felix van Groeningen; e “Eo”, de Jerzy Skolimowski;

Melhor roteiro: Tarik Saleh, pelo filme “Boy from heaven”;

Câmera de Ouro de Melhor Primeiro Filme: “War pony”, de Riley Keough e Gina Gammell;

Palma de Ouro de Melhor Curta-Metragem: “The water murmurs”, de Jianying Chen;

Prêmio de Aniversário da 75ª edição do Festival de Cannes: “Tori et Lokita”, de Jean-Pierre e Luc Dardenne;

Melhor filme da Mostra Un Certain Regard: “The worst ones), de Lise Akora & Romane Gueret.



Charlbi Dean e Harris Dickinson em 'Triangle of sadness'
Ruben Östlund, diretor de 'Triangle of sadness', vencedor da Palma de Ouro


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